Confiança da indústria despenca e atinge pior nível desde 2020, aponta CNI

A confiança do setor industrial brasileiro voltou a cair em abril e atingiu o maior nível de pessimismo desde meados de 2020. Dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados na última quarta-feira (29) pela Confederação Nacional da Indústria, mostram que 19 dos 29 segmentos analisados registraram recuo na percepção dos empresários.

O resultado dá continuidade a um movimento de deterioração que vem se intensificando ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, 21 setores já operavam em nível de falta de confiança. Em março, o número subiu para 23 e, em abril, chegou a 28 segmentos, configurando o maior contingente de áreas industriais pessimistas desde junho de 2020, período marcado pelos impactos iniciais da pandemia.

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A queda disseminada da confiança indica um ambiente de negócios mais adverso, marcado por incertezas que afetam decisões de investimento e produção. Neste mês, além da retração em grande parte dos setores, cinco segmentos cruzaram a linha dos 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, migrando para um cenário negativo.

Entre os setores com pior desempenho no indicador estão produtos de material plástico (41,0 pontos), celulose e papel (41,9), máquinas e equipamentos (42,0) e metalurgia (43,3), todos bem abaixo do nível considerado neutro. O único destaque positivo foi o segmento de farmoquímicos e farmacêuticos, que registrou 52,0 pontos e permaneceu em terreno de confiança.

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O enfraquecimento da confiança também atingiu empresas de todos os portes pelo segundo mês consecutivo. As médias indústrias apresentaram a maior queda, com recuo de 1,6 ponto no índice. Já as pequenas empresas registraram diminuição de 1,0 ponto, enquanto as grandes tiveram retração de 0,9 ponto, indicando que o pessimismo se espalha de forma generalizada pelo setor.

Autor

  • Giovanna Cazuza

    Apaixonada por economia, futebol e música. Capricorniana raiz e meio sagitariana.

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