Após 44 dias, maratonista olímpico Danielzinho, é encontrado na cidade de São Paulo

Daniel Ferreira, conhecido como Danielzinho, atleta da maratona, foi encontrado na região do bairro do Belenzinho da cidade de São Paulo. O atleta olímpico estava desaparecido há mais de um mês.

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Danielzinho desapareceu no dia 19 de junho na cidade de Paraguaçu Paulista no interior de São Paulo, quando saiu de casa apenas com uma mochila e alguns livros, de acordo com relato da mãe, Valdirene Paula Ferreira. O caso veio à tona depois que a família fez uma postagem em conjunto com a Confederação Brasileira de Atletismo, pedindo ajuda para localizar o atleta; o boletim de ocorrência de pessoa desaparecida foi feito no dia 27 de julho, até então a família esperava que o atleta retornasse para casa enquanto faziam campanhas e buscas por informações que levassem ao atleta. 

O maratonista foi localizado no sábado, 1 de agosto, por guardas municipais da cidade de São Paulo após um familiar conversar com os agentes, apresentar uma foto e características do atleta. Durante patrulhamento no bairro do Belenzinho, os agentes identificaram um rapaz com características físicas do atleta, confirmaram sua identidade e o encaminharam ao 30º distrito policial no bairro do Tatuapé. Daniel permaneceu na unidade até a chegada da família.

Em depoimento ele disse que foi andando de Ourinhos até São Paulo, uma distância de cerca de 370km; “Eu vim chupando cana e de vez em quando uma laranja. Quando passava perto do posto de gasolina, tinha que tomar uma água”. Ele também informou que estava dormindo em abrigos e vendendo material reciclado.

Daniel representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021 na maratona, sendo considerado um dos principais nomes brasileiros na modalidade. Em 2022 ele bateu o recorde sul-americano durante a maratona de Seul, recorde este que ainda perdura. Sua trajetória teve uma reviravolta em 2024 quando foi suspenso por doping ao testar positivo para três substâncias, pegando gancho de 5 anos e consequentemente ficando fora dos Jogos de Paris, ele voltou a morar com a família no interior de São Paulo e, de acordo com a mãe, ele passou a enfrentar um segundo quadro de depressão, o primeiro ocorrendo em 2018 após uma série de lesões nos tendões.

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