Petróleo dispara com tensão entre EUA e Irã e ameaça de escalada no estreito de Hormuz

O preço do petróleo voltou a disparar nesta quarta-feira (29), o barril Brent, saltou de 7,75% a US$ 112,4, após tentativas de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito.

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O barril que foi negociado a US$ 111,80 em 7 de abril, registra o maior valor até o momento.

O aumento expressivo, é dado pelas novas ameaças do presidente Donald Trump, ao Irã, afim de acabar com o bloqueio no estreito de Hormuz. Onde passa 20% da produção mundial do petróleo.

Na rede social Truth Social, utilizando uma imagem criada por Inteligência Artificial, Trump aparece de óculos escuros, com um fuzil e a mensagem: “O Senhor Bonzinho Acabou”, o texto do republicano traz uma nova ameaça: “O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. Melhor eles ficarem espertos logo!

A reação de Trump ocorre um dia após o Irã enviar uma nova proposta para um acordo de paz, na qual estabelece limites para manter o seu programa nuclear e o controle sobre o tráfego em Hormuz. Segundo o jornal The Wall Street Journal, o presidente dos EUA já teria instruído sua equipe para se prepararem para a continuidade dos ataques por um período prolongado.

A intenção do mandatário é manter a tática de estrangulamento da economia iraniana com a permanência do bloqueio aos navios que saem do Irã e tentem acessar o estreito de Hormuz. Com isso, os iranianos não conseguem exportar petróleo, perdem parte significativa de suas receitas e seriam obrigados a recuar de suas exigências, aceitando o que está sendo exigido pelos EUA.

O porta‑voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, afirmou que Washington “deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”. “Os Estados Unidos já não estão em condições de ditar sua política às nações independentes”, afirmou, segundo a televisão estatal do país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, qualificou a oferta iraniana como “melhor” do que esperavam, mas questionou se as autores dela tinham autoridade para negociá-las, devido aos assassinatos de várias lideranças do regime local em ataques de Israel e EUA.

“Eles são negociadores muito bons”, disse Rubio, acrescentando que qualquer acordo final deve ser um “que definitivamente os impeça de partir para uma arma nuclear“.

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Autor

  • Giovanna Cazuza

    Apaixonada por economia, futebol e música. Capricorniana raiz e meio sagitariana.

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