Mesmo com o segundo semestre já em andamento, as empresas ainda podem adotar medidas para reduzir a carga tributária de forma legal antes do encerramento de 2026. Revisão de tributos, recuperação de créditos fiscais e análise do enquadramento tributário estão entre as estratégias que podem gerar economia e preparar o negócio para um planejamento mais eficiente em 2027.
O momento é ainda mais importante diante do cenário tributário brasileiro. Segundo o Tesouro Nacional, a carga tributária bruta do governo geral alcançou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2010. O resultado evidencia o peso dos tributos sobre empresas e contribuintes e reforça a importância de um planejamento tributário contínuo para evitar pagamentos desnecessários e aumentar a eficiência financeira.
Para Leandro Uemura, executivo da NTW Contabilidade-Liberdade, muitas empresas deixam de aproveitar oportunidades porque acreditam que as decisões tributárias só podem ser tomadas no início do ano. No entanto, o segundo semestre é o período ideal para revisar procedimentos fiscais, identificar créditos tributários, avaliar incentivos previstos na legislação e corrigir inconsistências que podem gerar custos extras.
“Existe a percepção de que, depois do primeiro semestre, já não há mais espaço para reduzir impostos. Na prática, esse é um momento importante para revisar a operação da empresa, identificar oportunidades previstas na legislação e organizar o planejamento para fechar o ano com mais eficiência tributária”, afirma Uemura.
Além da economia financeira, o acompanhamento da situação fiscal reduz riscos de autuações e multas. A conferência das obrigações acessórias, a atualização diante das mudanças na legislação e a análise da forma de tributação contribuem para uma gestão mais segura e previsível, especialmente em um período de adaptação às transformações trazidas pela reforma tributária.
Outro benefício é a preparação para o próximo exercício. As informações levantadas ao longo do segundo semestre servem de base para definir o regime tributário mais adequado para 2027, permitindo que a empresa inicie o novo ano com uma estratégia alinhada à sua realidade financeira e operacional.
“O planejamento tributário não deve acontecer apenas quando surgem problemas ou no momento da declaração de impostos. Empresas que acompanham seus números durante todo o ano conseguem tomar decisões mais assertivas, reduzir riscos e preservar recursos que podem ser direcionados para investimentos e crescimento”, conclui o executivo.









