O mercado de seguros e consórcios cresceu de forma expressiva nos últimos dois anos. O setor segurador brasileiro encerrou 2024 com arrecadação de R$ 751,3 bilhões, crescimento de 12,2% sobre o ano anterior. O setor de consórcios movimentou R$ 222 bilhões no primeiro semestre de 2025, com crescimento de 19% nas adesões nos últimos três anos. Mas parte relevante desse crescimento segue concentrada em gerações mais velhas. A Geração Z, grupo com o maior potencial de expansão do mercado nas próximas décadas, ainda enfrenta um obstáculo que não é de preço: é de percepção.
Para Daniel Neves, CEO e fundador da Avantar, franquia com 106 unidades no Brasil especializada em gestão de riscos e planejamento patrimonial, os mitos que circulam entre os jovens sobre seguros e consórcios têm custo econômico real, tanto para o consumidor quanto para o setor.
“O preço raramente é o motivo pelo qual um jovem não contrata. O motivo é que ele chegou até nós já convencido de que o consórcio é furada, que seguro de vida é para quem vai morrer em breve ou que plano de saúde individual é coisa de rico. Esses mitos circulam há décadas e ninguém fez o trabalho sistemático de derrubá-los”, afirma Neves.
O primeiro e mais persistente mito é o do consórcio como produto de risco ou armadilha. O planejador financeiro Jeff Patzlaff, CFP, observa que o consórcio pode funcionar como uma ferramenta de educação financeira, pois exige pagamentos regulares e cria um compromisso de longo prazo com um objetivo definido, o que atrai justamente os jovens com perfil mais planejador. O produto, regulado pelo Banco Central e fiscalizado pela ABAC, tem regras claras de devolução e transferência de cotas, o que contraria diretamente a percepção de insegurança. Ainda assim, a participação de jovens de 18 a 29 anos em consórcios cresceu 8,9% em 2025, sinal de que a barreira começa a ceder onde a informação chega com clareza.
O segundo mito, de que seguro de vida é exclusivo para quem tem filhos ou cônjuge dependente, encontra resposta nos próprios dados de contratação. Segundo levantamento da Azos, 81% dos jovens entre 18 e 25 anos que já contrataram seguros optaram por planos com coberturas utilizáveis ainda em vida, como proteção para doenças graves, invalidez e telemedicina. O produto que essa geração busca não é a apólice tradicional de morte: é proteção de renda para quem trabalha de forma autônoma, sem benefícios corporativos e sem margem para imprevistos que interrompam sua capacidade de gerar renda.
O terceiro mito, talvez o mais silencioso, é o da irrelevância: a ideia de que “sou jovem, sou saudável, isso não é para mim agora”. O Relatório Mundial de Seguro de Vida 2026, desenvolvido por Capgemini e LIMRA, aponta que 68% dos adultos com menos de 40 anos reconhecem o seguro como essencial para garantir estabilidade financeira, mas boa parte deles ainda não converteu essa consciência em contratação, exatamente porque o produto não foi apresentado de forma relevante para o seu momento de vida.
Para Neves, a responsabilidade de reverter esse quadro é do próprio mercado. A Avantar tem respondido com digitalização da jornada de contratação, linguagem acessível em todos os materiais e produtos modulares que permitem ao jovem começar com o que cabe no orçamento e ampliar a cobertura conforme a vida financeira evolui. “Não adianta ter o produto certo se a conversa ainda é feita no idioma errado. A Geração Z pesquisa, compara e decide rápido. O mercado que aprender a falar com ela agora terá uma vantagem competitiva que vai durar décadas”, conclui.










2 Comentários
What a information off un-ambiguity andd preserceness oof precioous experienxe concrning
unexpected feelings.
Alsso viusit mmy web pagfe cnhub.xyz
Hello there! Quick question that’s entirely off topic. Do you know how to make your site mobile friendly? My blog looks weird when viewing from my iphone4. I’m trying to find a theme or plugin that might be able to correct this problem. If you have any recommendations, please share. Thank you!