Com US$ 160 milhões de bilheteria, ‘Toy story 5’ atinge marca de maior estreia do ano nos EUA

“Ao infinito e além” nunca foi apenas uma frase para Buzz Lightyear. Ao longo dos anos, a expressão se tornou um símbolo da amizade, da coragem e da capacidade de uma história simples conquistar diferentes gerações. Agora, com a chegada de “Toy Story 5” aos cinemas, a franquia da Pixar prova novamente que alguns personagens continuam tendo espaço para novas aventuras.

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No primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos, a animação arrecadou aproximadamente US$ 160 milhões (cerca de R$ 825 milhões) nas bilheterias e alcançou a marca de maior estreia do ano no mercado norte-americano. O resultado superou os US$ 131,7 milhões registrados por “Super Mario Galaxy” e colocou o novo capítulo da saga entre os maiores lançamentos da história das animações.

Internacionalmente, o filme também teve um desempenho expressivo, somando US$ 152 milhões e chegando a uma bilheteria global de US$ 312 milhões.

O sucesso começou logo na sexta-feira (19), quando “Toy Story 5” arrecadou US$ 71 milhões em ingressos vendidos nos Estados Unidos. O número garantiu ao longa a segunda maior abertura diária da história das animações, ficando atrás apenas de “Os Incríveis 2”, que alcançou US$ 72,2 milhões em seu primeiro dia de exibição, em 2018.

O novo filme também superou a estreia de “Toy Story 4”, lançado em 2019, que arrecadou US$ 120,9 milhões no primeiro fim de semana. O desempenho reforça que personagens como Woody, Buzz e Jessie continuam despertando a mesma conexão emocional que acompanha a franquia desde sua estreia.

Quando os brinquedos precisam enfrentar um novo mundo

Em “Toy Story”, os maiores desafios nunca foram apenas sobre perder uma batalha, mas sobre lidar com mudanças. Woody já ensinou que “há um amigo em mim”, enquanto Buzz descobriu que ser um brinquedo não diminuía sua importância, apenas revelava um novo propósito.

Foto: Divulgação

Desta vez, os personagens enfrentam um adversário diferente: a tecnologia. Na trama, Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os demais brinquedos precisam lidar com a presença cada vez maior das telas na infância. Durante uma missão para encontrar uma nova amiga para Bonnie, Jessie conhece Lilypad, um tablet que muda a forma como a menina se relaciona com o mundo ao redor.

A chegada da nova personagem faz Jessie revisitar lembranças difíceis do passado enquanto tenta proteger algo que sempre esteve no centro da franquia: a imaginação. Afinal, como os próprios brinquedos sempre demonstraram, o valor de um objeto não está apenas em sua função, mas nas histórias e nos sentimentos construídos ao seu redor.

Toy Story 5: Uma história sobre memória, amizade e infância

Desde o primeiro filme, lançado em 1995, “Toy Story” transformou brinquedos em personagens capazes de falar sobre temas universais, como abandono, amadurecimento e a importância de encontrar um lugar no mundo.

A nova produção mantém essa essência ao colocar os personagens diante de uma questão atual: em uma época em que crianças estão cada vez mais conectadas às telas, como preservar o espaço da criatividade e do brincar?

O retorno de Woody, Buzz e Jessie mostra que a força da franquia vai além da nostalgia. Para uma geração que cresceu ouvindo “ao infinito e além” e aprendendo que “há um amigo em mim”, os brinquedos continuam representando algo maior: as lembranças que permanecem mesmo quando a infância fica para trás.

Com “Toy Story 5”, a Pixar mostra que algumas histórias, assim como os brinquedos guardados em uma caixa especial, podem ser revisitadas muitas vezes e ainda encontrar novas formas de emocionar.

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