O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2). O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte da quinta fase da Operação Unha e Carne.
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A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro e jogo do bicho que estaria associado à chamada “Máfia do Cigarro”.
A operação foi deflagrada após as autoridades identificarem documentos contendo registros de pagamentos indevidos, doações eleitorais e repasses financeiros diretos a agentes políticos no estado do Rio de Janeiro.
A defesa de Márcio Poncio informou que o empresário foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal e que aguarda o acesso integral aos autos do processo para conhecer os fundamentos que motivaram a ordem de prisão. Os demais integrantes da família não são alvos desta investigação.

Trajetória e negócios da família
Márcio Poncio ganhou projeção nacional devido à forte presença de sua família nas redes sociais, onde acumulou milhões de seguidores ao expor a rotina doméstica e o patrimônio do clã. Conhecido também como “pastor do cigarro”, ele construiu sua trajetória empresarial no setor do tabaco antes de fundar a Igreja da Nuvem e de disputar cargos públicos em eleições recentes.
No campo empresarial, o nome do pastor e de integrantes de sua família aparecem associados a investigações sobre débitos fiscais com a União.
Registros da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontam dívidas bilionárias atribuídas ao grupo.
Em notas anteriores, a assessoria da família negou as irregularidades, alegando que os nomes foram incluídos de forma incorreta em processos relacionados a uma empresa cujas atividades foram encerradas em 2011.
Histórico de controvérsias na mídia
Ao longo dos últimos anos, o clã Poncio esteve envolvido em diferentes episódios de grande repercussão pública e disputas judiciais.
Entre os casos de maior visibilidade estão processos de separação, crises conjugais e controvérsias em torno da guarda de crianças, como o processo de adoção de um menor que acabou revertido pela Justiça em favor da mãe biológica.
O nome da família também esteve associado a registros de boletins de ocorrência e denúncias envolvendo conflitos familiares e acusações de agressões físicas e verbais entre ex-parceiros de seus filhos, Saulo e Sarah Poncio.
Os desdobramentos de tais episódios foram acompanhados por discussões em varas de família e instâncias policiais do Rio de Janeiro, enquanto a assessoria jurídica dos envolvidos manteve posicionamentos negando as condutas apontadas nas acusações.









