Você só constrói o que quer se souber se comunicar de modo que entendam a sua linguagem

De tempos em tempos, eu faço perguntas para as pessoas. É, eu sou muito curiosa, mas eu gosto de saber mais do que as cascas mostram. Gosto de entender o que de fato as pessoas estão sentindo ou pensando, então, eu pergunto sem que elas estejam esperando que a pergunta seja feita, assim, as respostas ficam mais verdadeiras. E tem funcionado há anos.

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Mas que tipo de pergunta, Claudia? Essa deve ser a sua pergunta, e eu vou te dizer.

Eu sou uma comunicóloga que faz muitas observações sobre o comportamento das pessoas. Não tem julgamento, nem falo sobre isso com ninguém, porque meu objetivo nunca é a fofoca, mas sim uma percepção genuína de como as pessoas vivem, criam seus modos de viverem e mudam esses comportamentos quando é necessário. E isso é ser humano também, não é? Então, minhas perguntas sempre estão nesse campo, de como as pessoas vivem, como se comunicam, como mostram para as outras o que querem e onde querem chegar.

Mas tem coisa que eu observo que essa minha incontrolável impaciência não aguenta: reclamação, conformismo, falta de vontade, entreguismo, auto piedade e autocomiseração. E nada disso está relacionado com um desabafo na hora do café com um colega de trabalho, ou a dor real que se sente quando está passando por um momento difícil. Estamos falando aqui sobre pessoas que não veem perspectiva nas coisas, que preferem ficar esperando o nunca chegará, porque não fazem o movimento para que chegue. Seja lá o que for.

Mas porque eu coloquei logo acima que sou uma comunicóloga e frisei isso? Porque a Comunicação, como ciência, faz seus caminhos para entender, capturar, ferramentar e desenvolver soluções para que os seres humanos consigo expressar quem o que está dentro, mas nunca essas soluções chegam travestidas de “tenha pena de mim que tudo vai se resolver”.

A comunicação mostra sempre que o sujeito que quer fazer os Sistemas de Comunicação (pense que funciona como o seu sistema sanguíneo, tem um ponto de partida, circula por todo o perímetro e chega ao destino) tem que ser ativo, tem que saber exatamente o que precisa comunicar e aguardar o retorno, positivo ou não do sujeito que recebe a mensagem, aqui também não há juízo de valores.

Veja só, o que há de passivo aqui? O que há de “somente vou esperar” no sistema? Não há.

Eu nem vou entrar no assunto de que eu sou duas (ou mais) vezes ativas do que os outros, porque sou ansiosamente ansiosa, mas sim te levar a entender que nada na sua vida acontece se você não se movimentar, do seu jeito, no seu ritmo, porque não é sobre velocidade, é sobre ser o agente ativo da sua Comunicação.
Se você não decidir o que quer, como quer e onde quer chegar, o universo (da Comunicação) não te mostra os caminhos por onde ir, qual veículo vai te levar e como vai ser quando chegar lá. Precisa existir cocriaçã, você precisa estar ativo ou ativa.

Se você não assumir o protagonismo da sua ação, as coisas vão acontecer, mais ou menos, como se você quisesse ir para um lugar, pegar o carro e ficar sentado ou sentada dentro do carro, no banco do passageiro, esperando que o carro te leve ao tal lugar, sem motorista, sem destino… sem noção, né?

Então, antes de você dizer que a vida é cinza, que o futuro é incerto etc. etc. e tal, pense em como você tem se comportando em relação à sua Comunicação com o mundo. Como você tem se apresentado, se está mostrando o que e como quer que as coisas sejam. Garanto que em pouco tempo, se você assumir o agente ativo da sua linguagem, você estará diante do fenômeno de dirigir a própria vida e aproveitar o passeio.

Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.

Beijo da Linda para você, até a próxima.

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