Em meio a tantas coisas que ouvimos com a eliminação da Seleção do Brasil na Copa do Mundo 2026, eu não poderia me calar. Vou falar da derrota da seleção? Lógico que não! Vou falar de coisas que sempre aprendemos na vida.
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Vejo muito nessa molecada que anda por aí: suas necessaires de grife, cheias de creminhos para hidratação da pele, outros para o cabelinho, secador de cabelo, chapinhas, unhas bem-feitas e perfumes importados, malas mais caras do que um trabalhador médio ganha em mais de um ano de trabalho, exibição de um patrimônio em relógios que equivale a grandes astros de Hollywood e por aí vai. Só não vejo futebol.
Sem contar na coleção de loiras que eles exibem. Estou rindo, mas é de nervoso de ver que essas pessoas colecionam coisas como se fossem pessoas e pessoas como se fossem coisas.
Quando você chama um adulto de menino, você esquece que ele é pai de vários filhos, com uma carteira de traições e mentiras exibidas em rede mundial como se fossem os troféus que ele não ganha (enquadram-se todos), que entra em campo com o time no zero a zero e sai com o time derrotado, que é mais importante o seu papel nas redes sociais do que o de jogador que ganha rios de dinheiro, aí, realmente estamos falando de um MENINO.
Nossa seleção é uma vergonha e vem assim há alguns anos. Valorizam demais um bando de babacas que não mereceriam ganhar nem 1 cento do que ganham, porque com a escolaridade deles, o conhecimento e a capacidade intelectual, não ganhariam nem para o aluguel, e na seleção ganham valores absurdos, para fazer o que mesmo??? Qualquer coisa que não seja jogar futebol de verdade.
Mas, se você acha que eu sou daquelas que vivem comparando esse absurdo de espetáculo macabro com coisas como educação, tradição, história e respeito, você acertou! Eu sou essa, sim.
Na universidade que eu era professora, quase 80 professores foram demitidos para que se economizassem alguns reais na hora/aula de cada um deles. Estou falando de uma economia de 10 reais, mais ou menos, ou quanto ganha um professor de ensino básico que não chega aos 4 mil reais por mês. Um professor estuda mais de 20 anos da sua vida (fora as atualizações constantes) para formar outras pessoas, todos os profissionais do planeta, além de construir estrada para aqueles que farão o planeta girar. Aí você olha o salário do técnico da seleção brasileira, que não entrega muita coisa, nem brasileiro é, de 50 milhões de reais por ano e pensa que daria para sustentar o salário de quase 2 mil professores… Entendeu isso?
Se você olhar para seleções muito menores e sem história, veremos seleções como a Noruega, que meteu um chocolate no Brasil, no jogo que eliminou a ‘selecinha’ (porque não tem anda de ão). Levam consigo suas raízes nórdicas, fazendo com que o povo vá junto com os seus jogadores nas manifestações das suas tradições. Na garra de Cabo Verde em dar sangue, suor e lágrimas para garantir que o nome do seu país seja honrado e assim vimos tantas outras seleções lutando para mostrar que são capazes. A nossa queria ganhar a copa em cima da história do penta… Oi???
Já vimos na Copa histórias como de Vozinha, que venceu a pobreza e extrema, a falta de apoio e condições para jogar futebol e a coragem de não olhar para a sua idade e só seguir. E seguiu lindamente, virou história bonita para contar.
Entre tantas histórias, vamos ao oriente olhar para Japão e Coreia do Sul, dois países com tradição cultural gigantesca, mas com histórias recentes ligadas ao futebol. Foram lá e não fizeram feio não. O Japão quase passou pelo Brasil, fez um jogo lindo. Tinha só 11 jogadores em campo, mas eram tão focados e ágeis que parecia que tinha 300. Já o povo coreano mandou um recado enorme para os seus jogadores, talvez até um pouco drástico, como só os coreanos sabem fazer, mas não aceitaram a eliminação passivamente e mandaram os jogadores voltarem de voo comercial, pagos por cada um deles, para casa. Se não cumprem o seu trabalho, não podem querer que sejam pagos por isso. Fecharam as torneiras das regalias.
Como você e eu: se não trabalharmos todos os dias, cumprindo nossos papeis bem feitos, com horários e resultados bons para a organização, não temos salários no final do mês. Só um a parte da minha parte: nesses dois países, professores são muito respeitados e valorizados
Esses jovens sem formação, sem conhecimento, desrespeitosos e ainda fracos de bola da seleção deveriam ser tratados assim: não entregou, não ganha, como qualquer trabalhador desse país. E, se tivessem vergonha, iam aprender a ser gente grande, arcar com suas responsabilidades e mostrar para o povo que morrem de vergonha do que apresentaram, porque adultos não chegam no final das contas ou na frente das câmeras e choram como crianças porque não sabem o que dizer.
Pronto, falei! Até semana que vem.
Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, até a próxima.









