Manual de uma mulher 50+ em reconstrução

Desde às vésperas dos meus 50 anos, quando eu comecei a fazer conteúdo digital nas redes sociais, eu vi um novo mundo se abrindo na minha frente. É interessante pensar nisso porque eu já tinha uma bagagem gigantesca no mundo das comunicações, na docência, na maternidade solo e em todas as relações que construí na vida, mas na verdade, parecia que eu não sabia nada.

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Todas as formas que eu pensava Comunicação têm um comportamento diferente no digital. Lógico que têm coisas que são iguais, o básico, o mais forte que a Comunicação nos ensina, mas tem coisas que parecem o avesso do avesso. É como se eu fosse jogada em um Big Brother, mas sem regras, sem tempos, sem mediação… Uma loucura.

Então, tudo isso me levou a procurar ajuda, conversei com muita gente, contratei mentoria, fiz cursos sobre o assunto, li livros, construí um repertório novo para aplicar no meu novo trabalho, mas nada está dando certo de verdade. Eu não cresço, eu não saio do lugar.

Hoje, eu inicio uma nova fase, onde vou falar para mulheres como nós, as maduras, como dizem por aí. Mas o que é ser madura? Entre risos e pensamentos, cheguei a conclusão que hipotéticamente ser madura é ter idade, porém, há muito tempo, eu descobri na terapia que idade é só um número, mas essa classificação existe e vamos defini-la aqui.

A partir de hoje, começo a direcionar meus conteúdos para a mulher 50 +. Nessas minhas viagens, muitas perguntas foram feitas: para quem estou falando? Qual é o motivo dos nossos papos? Dá para continuar uma conversa e isso virar um “estou te seguindo”? Sempre estive com dúvidas, afinal, depois de 30 anos de carreira no jornalismo, mais 23 na docência do ensino superior, a linguagem era outra, a forma de entregar era outra, e eu estava começando de novo, em um mundo novo. Não é fácil!

Daí vem essa doida dessa internet e me obrigada a mudar tudo.

Você pode estar me perguntando: mas Claudia, você poderia escolher não fazer. E eu vou te contar que passei muito tempo fugindo disso, mas sucumbi e aqui estou, inclusive escrevendo esse texto que você lê para um portal de notícias digital.

Mas por que eu estou te contando tudo isso? Porque estou refletindo muito sobre mudanças, sobre encarar o novo, sobre reconstruir a vida de um novo jeito, sobre envelhecer com propósito, mesmo usando uma palavra da moda, é assim mesmo, com propósito, porque até aqui eu cumpri papéis, fiz o que tinha que ser feito, mas nunca eu podia fazer o que eu queria, mas agora eu posso.

Envelhecer não é fácil, mas a alternativa não é uma opção. Quero morrer não, estou muito jovem para isso, tenho muito vida pela frente e quero te convidar para envelhecermos juntas.

Então, vamos envelhecer de uma forma mais sustentável, mais real e respeitando quem somos, nossa história e como queremos viver. Aproveita e me segue, hein? @porclaudiacruz no Instagram e TikTok.
Agora, que sou uma senhora (como brinco, mas não me sinto assim), eu quero mais é ser feliz.

E lembre-se sempre que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.

Beijo da Linda para você, aproveite o seu tempo.

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