Nos últimos dias tenho reparado muito nas pessoas, inclusive quando estou em lugares cheios, em que as pessoas parecem estar selvagens, fora de controle. Aí você pode me perguntar “mas Claudia, você sempre faz isso, não faz?” e eu vou te responder que sim, que eu sempre estou observando as pessoas, mas parece que isso está ainda mais forte ainda aqui dentro.
Essa necessidade de ver como as pessoas estão se comportando parece mais urgente.
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Eu fiquei parada, pensando no porquê eu estar tão mais observadora, de olho no que está acontecendo ao meu redor e talvez o que seja mais próximo da explicação que eu buscava é que não tenho reconhecido muito os seres humanos. Aquele ser humano que eu já tinha observado parece ter sofrido mutação e agora está muito diferente.
Claro que pode ser somente o meu ponto de vista, mas as pessoas estão cada vez mais doidas, individualistas e esquecendo que cada um é responsável pelas coisas que faz, pelas loucuras que comete e por lidar com suas próprias frustrações.
Tem sido assim nos ex- futuros relacionamentos amorosos que nunca acontecerão, porque cada um está voltado para dentro de si e para dar certo precisaria um estar voltado para o outro. Resultado: fim antes mesmo de começar. Também nas amizades e parcerias de trabalho, sempre uma pessoa desconfiando da outra, criando celeumas onde nem deveria ter, subestimando a capacidade dos seus colegas de trabalho porque as relações ainda não estavam profundas, bla bla bla, o suficiente, ou isso, ou aqui…, mas seguimos.
Vamos nos equilibrando em cordas bambas de relacionamentos, frustrados porque nenhum deles tem profundidade e nos isolando porque é melhor ter paz do que ter razão.
E aqui temos uma questão para refletir: quando nos isolamos estamos indo contra a nossa natureza de seres sociáveis? As consequências podem ser desastrosas, certo? Esse tipo de isolamento afeta da saúde mental ao desenvolvimento cognitivo… Que triste tem sido esse ser humano.
Antes que você corra para se justificar dizendo que a culpa é da tecnologia, eu já vou te dizer que a tecnologia domina a sua vida porque você permite. Domina a vida e o comportamento dos seres humanos porque todos permitem. Mas olhando rapidamente para a história, muito antes de haver tecnologia, pessoas já eram egoístas, matavam inocentes, roubavam os mais fracos e faziam muita lambança, então a tecnologia pode ser uma agravante, mas não é uma causa.
Quando um ser humano, tão frágil como qualquer outro vivente desse planetinha, resolve querer se sobressair diminuindo a fragilidade do outro, aparece de fato a sua natureza. Uma natureza defeituosa, cheia de frestas que precisam ser aparadas para vivermos minimamente melhor do que ontem e tentar um pouco mais amanhã.
Como é vil ver um ser humano tripudiar em cima de outro por achar que o outro não é isso, não sabe fazer aquilo e usa um terceiro ser (que pode ser desse mundo ou além dele) para justificar suas ações. É pequeno, é frágil, é uma ação de fraqueza que precisa ser curada.
Quando um chefe humilha um funcionário, esse chefe se torna melhor e o funcionário pior em suas funções? A humilhação só cria problemas onde não existiriam se não houvesse vaidade comandando a fragilidade do ego do chefe, por exemplo. Uma pessoa que se acha melhor do que a outra, só está mostrando o quão frágil ela mesma se sente. Deveria procurar ajuda psicológica, não descontar em quem está tentando ganhar sua vida legitimamente ou tentando sobreviver.
A gente não sabe como o outro está, então, quando encontrar com alguém no seu caminho que está tentando bravamente fazer algo novo, que tem tentando fazer alguma coisa hoje melhor do que fez ontem, como aprender uma profissão diferente ou ajudando alguém, seja gentil, seja honesto e respeite o caminho de cada um. Cada um tem um tempo, mas se você não deixar essa pessoa aprender, inclusive com seus erros, ela jamais crescerá. Mas nem todo mundo está preparado para essa conversa.
E lembre-se sempre que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, aproveite o seu tempo.








