Com esse cenário insalubre que temos encarado em toda a internet nos últimos tempos, e não vamos falar só de eleições, está cada vez mais difícil viver de forma puramente humana. Não se trata aqui de uma fórmula, mas de podermos reconhecer uns nos outros a humanidade que nos une. E é aqui que está morando a dificuldade, reconhecer a humanidade em cada um de nós, muito antes de reconhecer no outro.
Eu trago essa reflexão para você, para mim, para todas as pessoas que pensam coisas loucas e andam falando por aí, desde como criamos os nossos filhos até sobre nossas posições diante de assuntos polêmicos. E, assim, vem nos meus pensamentos uma questão que tem tirado o meu sono: “Errar é humano, mas porque reconhecer que errou é tão difícil?”, não cheguei a uma conclusão clara, mas podemos seguir alguns caminhos para tentarmos entender.
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Uma das primeiras questões que me vem à mente nesses momentos é a questão sociológica e cultural. Nunca, jamais, poderemos diminuir ou esquecer do tamanho do impacto que estar em uma sociedade pode gerar… Dos nossos comportamentos a como isso afeta diretamente essa própria sociedade até os hábitos do dia-a-dia que nem paramos para pensar o quanto são manifestos culturais. É o ciclo da vida em sociedade.
Vamos pensar aqui em como são fortes os traços culturais que nos une como povo. Parece que estamos falando só de política, por estarmos envoltos ao clima eleitoral, mas já imaginou que o simples ato de alimentar um bebê com caldinho de feijão e um arroz molinho é uma ação cultural passada de geração em geração, e, a partir daí, imagine tudo o que é traço cultural do nosso país, da nossa terra, mas achamos que o mundo inteiro faz cada coisa igual a nós. Pasmem, não faz!
Um outro ponto: cada ser humano tem seu jeito, suas definições do que é bom ou ruim, toma suas decisões, faz suas escolhas, mas um tanto de tudo isso é influenciado pela sociedade em que vive. Ah, mas é simples fazer tudo isso tendo nascido em uma família, dentro de um jeito próprio de viver? Claro que não, mas ainda assim continuamos tomando cada uma das decisões que nos define.
Quando as suas decisões são tomadas levianamente, sem pensamento crítico, sem pensar no coletivo, sem entender que uma ação que parece boba pode reverberar e criar um movimento que não é fácil frear, como no Efeito Borboleta, se você pudesse ver qual o efeito positivo e o impacto negativo cada uma dessas suas ações teriam no futuro, talvez você pensasse melhor no que está fazendo.
E tem uma outra coisa, a gente sempre acha que “ah, eu sou só uma pessoa, com tanta gente por aí, por quê o que eu faço tem impacto nos outros?”, porque na vida cada ação é importante, cada pessoa é importante e você sempre será o exemplo de alguém, o amor de alguém, aquela pessoa que é admirada, odiada, seja lá o que mais, mas existe. Existe com força e tem muita importância essa sua existência.
E, se depois de tudo o que conversamos, você ainda achar que a sua existência é vã, você realmente precisa nascer de novo.
E lembre-se sempre que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, aproveite o seu tempo.









