Ministério Público de São Paulo aprova acordo para megashows na Avenida Paulista; prefeito não garante evento em 2026

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (12), o acordo que autoriza a realização de até dois megashows por ano na Avenida Paulista. O colegiado realizou a homologação após 6 votos favoráveis e 5 contra. Para os futuros eventos, a prefeitura terá de seguir uma série de obrigações.

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A decisão se baseia na revisão do acordo firmado no ano de 2007, que limita a Avenida Paulista a apenas três grandes eventos: a Parada LGBTQIA+, a Corrida de São Silvestre e o Revéillon. A homologação abre caminho para que um megashow possa ser realizado ainda neste ano e a partir de 2027.

Apesar da decisão favorável, parte do colegiado tentou barrar o acordo devido a falta estudos sobre mobilidade, segurança, ruídos e impactos em hospitais. A falta de participação popular também foi um dos motivos.

Avenida Paulista recebendo a festa de Revéillon em 2019. Foto: Ananda Migliano

Prefeito critica demora

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB) fez queixas sobre demora por parte da Promotoria. Ele não garante que o evento será realizado já em 2026.

“Agora é que vamos retomar as conversas e ver se ainda dará tempo para fazer esse ano. Demorou muito a decisão do MP.” — Ricardo Nunes para a GloboNews

Nunes pretende promover shows nos moldes dos que foram realizados pelo evento “Todo Mundo no Rio”, que surgiu após o show de Madonna, em 2024, e já levou Lady Gaga e Shakira às areias de Copacabana. A prefeitura de São Paulo já sinalizou que há a intenção de trazer nomes como U2, Adele, Foo Fighters e The Rolling Stones para o palco da Paulista. No entanto, a gestão precisará apresentar uma série de exigências técnicas de segurança e operação, com estudos sobre capacidade, atendimento de saúde e evacuação.

Também será necessário um parecer técnico de órgãos como a CET, a CPTM, a SPTrans e o Metrô, para garantir que a mobilidade urbana não será afetada pelo evento. Além dessas exigências, o acordo impõe garantias financeiras e patrimoniais que visam evitar que o custo dos shows não recaia sobre o poder publico. Há previsão de custo zero ao município, sob pena de multa caso os custos de montagem, caches, segurança e limpeza não sejam arrecadados pelos patrocinadores ou organizadores privados.

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2 Comentários

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