Dudu e Guga crescem com o vôlei e compartilham nas redes o que o esporte ensina

Criados no ambiente de ginásio, os irmãos Eduardo e Gustavo Nogueira acumulam conquistas na base, dividem a rotina com milhares de seguidores e mostram como o esporte pode formar dentro e fora da quadra.

O vôlei entrou cedo na vida de Eduardo e Gustavo Nogueira. Filhos de Diogo e Gi, os dois cresceram em um ambiente onde bola, treino, viagem e campeonato sempre fizeram parte da rotina da família. Os pais jogam desde a infância, e esse contato natural com o esporte acabou passando para os filhos.

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Com Eduardo, o Dudu, a relação começou ainda nos primeiros anos de vida. Quando ele era bebê, a mãe já havia voltado aos treinos no ginásio. Aos quatro anos, ele brincava de lançar a bola e atacar. Aos seis, entrou na escolinha de vôlei do clube frequentado pela família. A partir dali, a brincadeira foi ganhando outro tamanho.

Hoje, com apenas 12 anos, Dudu já joga na categoria Sub-15. Enfrentar atletas mais velhos exige mais força, mais leitura de jogo e maturidade. Para a família, esse caminho não veio por acaso. Desde pequeno, ele demonstrava dedicação e paixão pela modalidade.

O talento também apareceu em competições importantes. Dudu foi campeão da Taça Paraná, uma das principais competições de base da América Latina, e eleito o melhor atleta da categoria Sub-13. Um daqueles momentos que ficam marcados não só pelo título, mas por tudo o que existe por trás dele: treino, viagem, cobrança, amizade e vontade de seguir evoluindo.

Com Gustavo, o Guga, a história teve algumas curvas antes do reencontro com o vôlei. Ele também cresceu no ambiente de ginásio e chegou a frequentar a escolinha da modalidade, mas acabou se apaixonando por outros esportes, como futsal e tênis. Depois, ficou cerca de três anos afastado das atividades físicas por causa de três fraturas no braço esquerdo.

A volta aconteceu justamente pelo vôlei, e muito por influência do irmão. Ao acompanhar Dudu em uma viagem para campeonato, Guga viu de perto o clima da equipe, as amizades, a competição e a diversão que existiam naquele ambiente. Aquilo despertou nele a vontade de voltar.

Em 2026, com apenas 9 anos, Guga disputou sua primeira competição pela federação na categoria Sub-13. A etapa inicial do Campeonato Paranaense foi sediada em Maringá e teve um peso especial para ele. No ano anterior, Guga já havia participado do Sub-14, mas apenas no banco de reservas, torcendo pelo irmão. Desta vez, foi diferente: entrou em quadra, se dedicou, se emocionou, vibrou com os companheiros e ajudou a equipe a conquistar o título da primeira etapa.

A campanha teve vitórias sobre Círculo, AVP e, na final, contra a AVV Ponta Grossa. Para Diogo e Gi, ver os filhos conquistando espaço no esporte é motivo de orgulho. Mas nem sempre o que mais marca está na medalha. Uma das cenas lembradas pela família foi ver Guga incentivando os companheiros a não desistirem da partida, independentemente do placar. É o tipo de atitude que mostra como o esporte vai além do resultado.

Na rotina dos irmãos, o vôlei divide espaço com escola, descanso e infância. Pela manhã, eles estudam. À tarde, treinam. À noite, voltam aos estudos, assistem um pouco de televisão e descansam. Nos fins de semana, a família procura manter a leveza: clube, passeios, amigos e momentos para se divertir.

Fora da quadra, Dudu e Guga seguem sendo crianças. Dudu gosta de jogar videogame, tem matemática como matéria preferida, curte futebol, yakissoba e já pensou em ser piloto de avião. Guga gosta de jogar Roblox em rede com os amigos, também prefere matemática, curte tênis, comida japonesa e já pensou em ser médico. Os dois são competitivos, mas a família entrega que Guga consegue ser ainda um pouco mais.

Os ídolos também fazem parte dessa construção. Dudu é fã de Darlan. Guga admira Ricardinho, especialmente pela proximidade com o projeto Toque do Mentor. Os dois também acompanham o japonês Nishida, referência mundial pela intensidade dentro de quadra.

Nas redes sociais, os irmãos encontraram uma forma de dividir essa caminhada com quem acompanha a rotina deles. Além de vídeos de jogos, treinos e bastidores, Dudu e Guga também postam tutoriais de fundamentos do vôlei. Mostram movimentos, técnicas e detalhes da modalidade de um jeito simples, leve e fácil de entender.

A repercussão aparece nos números. No Instagram, Guga (@toquedomenor) reúne mais de 457 mil seguidores, enquanto Dudu (@eduardo.volei) soma 348 mil. No TikTok, o perfil dos irmãos ultrapassa 466 mil seguidores e 14 milhões de curtidas. Mais do que o alcance, chama atenção o tipo de conteúdo que eles compartilham: uma rotina real de jovens atletas em formação, com erros, acertos, conquistas, treinos, viagens e aprendizados.

Para quem acompanha, não é só sobre ver lances bonitos. É também uma forma de enxergar o que existe por trás do esporte de base. Ao mesmo tempo em que aprendem, eles compartilham. Ao mesmo tempo em que evoluem, ajudam outras crianças a conhecerem melhor o vôlei.

Com o crescimento nas redes, também apareceram comentários negativos e preconceituosos. Diogo e Gi acompanham de perto os perfis dos filhos e tratam o assunto em casa com conversa e orientação. A ideia não é esconder deles que esse tipo de coisa existe, mas preparar Dudu e Guga para lidar com críticas sem perder a alegria de jogar. No caso de Guga, essa vivência acabou virando também uma forma de conscientização. Em um dos vídeos, ele falou sobre o tema, recebeu apoio de muita gente e mostrou uma maturidade pouco comum para a idade.

Ainda assim, esse é apenas um ponto da caminhada. O centro da história de Dudu e Guga está no que o vôlei tem construído na vida deles. Disciplina, amizade, responsabilidade, confiança e coragem aparecem nos treinos, nos jogos, nas viagens e até nos conteúdos gravados para os seguidores.

Dudu e Guga ainda estão no começo. São crianças, têm sonhos diferentes fora da quadra, gostam de brincar, estudar, competir e estar com os amigos. Mas também já mostram que o esporte pode ser uma escola importante para a vida.

No fim, a história dos dois não fala apenas sobre vôlei. Fala sobre crescer com o esporte, aprender com ele e dividir essa experiência com outras pessoas. E talvez seja isso que torne a caminhada de Dudu e Guga tão especial: eles estão formando uma trajetória dentro da quadra, mas levando muita gente junto pelo caminho.

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