Quando o Spotify completa duas décadas de existência, o que surge não é apenas uma retrospectiva de números, mas um retrato afetivo daquilo que o mundo escolheu ouvir repetidamente, obsessivamente, ao longo dos anos. A plataforma divulgou um levantamento histórico com os artistas, álbuns, músicas e podcasts mais reproduzidos de todos os tempos, consolidando tendências que ajudaram a moldar a cultura pop contemporânea.
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No topo da lista global de artistas, dois nomes que definem gerações aparecem lado a lado: Taylor Swift e Bad Bunny. De universos distintos, ambos representam a força de nichos que se tornaram universais, seja o pop narrativo e confessional de Swift ou o reggaeton que ultrapassou fronteiras com Bad Bunny. Logo atrás, nomes como Drake, The Weeknd e Ariana Grande reforçam a predominância do pop e do hip-hop como trilha sonora dominante do século XXI.
Entre os álbuns, o destaque vai para “Un Verano Sin Ti”, que lidera o ranking como o mais ouvido da história da plataforma. O projeto, que mistura reggaeton, trap e influências caribenhas, se tornou um fenômeno global e um símbolo da força da música latina. Na sequência, aparecem trabalhos de The Weeknd e Ed Sheeran, dois artistas que também dominaram as paradas ao longo da última década.
Já no ranking de músicas, o topo é ocupado por “Blinding Lights”, um hit que atravessou gerações com sua sonoridade marcante e presença constante em rádios, playlists e redes sociais. Ao lado dela, aparecem faixas que se consolidaram como verdadeiros fenômenos globais, como “Shape of You” e “Sweater Weather”, que seguem sendo redescobertas e impulsionadas por novas gerações de ouvintes.
O levantamento também evidencia o crescimento dos podcasts como parte essencial do consumo de áudio. O mais ouvido de todos os tempos é The Joe Rogan Experience, que consolidou um formato baseado em conversas longas e convidados diversos. Em meio a produções de diferentes países, o Brasil marca presença com Não Inviabilize, que ocupa a 12ª posição global, um feito expressivo e simbólico para a produção nacional.
Mais do que um ranking, os dados revelados pelo Spotify funcionam como uma cápsula do tempo sonora. Em comum, todos esses nomes compartilham algo que vai além dos números: a capacidade de atravessar culturas, algoritmos e momentos pessoais, se tornando parte da memória coletiva de milhões de ouvintes ao redor do mundo.









