Agora que nos encontramos às segundas-feiras, tenho feito um exercício de compreender o que seria interessante para conversarmos nesse novo dia da nossa coluna e logo me veio à mente uma frase que muita gente fala sem pensar nas consequências: EU ODEIO A SEGUNDA-FEIRA.
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Parece uma bobagem pensar nisso porque na verdade se fala isso no automático, como se começar a semana fosse sempre um sacrifício e esperar o final de semana seria de fato o motivo para viver de verdade.
Mas se pensarmos que nossa existência acontece todos os dias, minutos, segundos, até aqueles em que estamos dormindo, é quase como se você jogasse fora 5 dias para viver somente 2.
E será que você vive mesmo nesses 2 de fim de semana? Ou você fica se lamentando dos outros 5 que deixou para trás e dos próximos 5 que virão?
Vamos imaginar que o seu aniversário caia em uma segunda-feira, ou aquelas férias que você vai fazer uma viagem que estava sonhando e o embarque seja segunda-feira, às 4 da manhã. Ou ainda se o seu bebê desejasse vir ao mundo no meio da madrugada de segunda? Assim, podemos contabilizar também se o início de um novo emprego depois de um tempão desempregada fosse na segunda, o início das aulas do seu primeiro filho, uma conquista que estava no sonho e chegasse justo nesse temido dia.
Você viveria com paixão, acordaria contente ou ainda assim praguejaria o primeiro dia útil da semana?
Pois é… Talvez o problema não seja a segunda-feira, mas o que você tem feito dela, o que você tem falado desse dia tão importante para os começos, ou o que tem feito com a sua vida.
Lembre-se que nós, seres humanos pequenininhos, temos a tendência de repetir o que vamos ouvindo com o tempo. Tendemos a repetir o que a média das pessoas ao nosso redor falam, ficamos parados em conversas que um dia teve sentido e talvez hoje não tenha mais… Você só se acostumou.
Essa comunicação coletiva está incrustrada em nós e, sem que percebamos, ela traz coisas boas, mas também muitas coisas ruins. E a primeira pessoa para quem você comunica essas coisas é você mesma, e talvez essa comunicação não esteja te ajudando muito.
Daí você já inicia a semana se questionando, criando mil motivos para não se alegrar com um dia novo cheio de oportunidades, e essas oportunidades não precisam ser grandiosas, basta um sorriso sincero de alguém, um café quentinho que uma colega de trabalho te ofereceu, uma comidinha boa que você trouxe de casa.
Você pode estar se perguntando se dá para mudar essa forma de se comunicar consigo mesma e começar a semana com mais vontade e eu vou te dizer que SIM.
Se você se propuser a fazer um exercício de começar a imaginar que a segunda-feira é um dia bom, um dia de recomeçar e fazer bem cada coisa que você tem para fazer, organizar a semana inteira e ainda desejar que os dias seguintes serão melhores dos que já passaram?
Será um exercício novo para você, mas com certeza trará bons resultados.
A forma com que encaramos as coisas definem como elas são. Ah, mas você pode estar tentando entender como processar positivamente coisas difíceis como uma demissão, um luto, uma perda grande de uma forma diferente do que encaramos sempre. Veja bem, encarar diferente não significa não sentir, muito menos mentir para si mesma, significa sim olhar para as situações e deixa-las fluir dentro de nós, mas ter tempo de dar fim ao sofrimento.
Sentiu a dor da perda, sinta, sinta profundamente, respeite a sua dor, mas em alguns dias, volte a se amar, a se arrumar, bote um batom vermelho nessa boca e volte a viver. A dor tem que ficar no passado, porque você deve decidir, conscientemente, seguir em frente.
É um exercício diário, que cada dia recebe um pouquinho de bons estímulos e pensamentos ali, como uma poupança, até que você seja forte o suficiente para encarar as segundas-feiras de forma mais suave e cheia de afeto.
E lembre-se sempre que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, até a próxima.








