Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria nesta tarde de sexta-feira (14) para tornar Eduardo Bolsonaro (PL), réu após denúncia feita pela PGR (Procuradoria Geral da República) por coação.
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A denúncia diz que Eduardo tentou interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado em 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de estado, e outros 4 crimes. O deputado estaria envolvido nas articulações para as sansões feitas a autoridades brasileiras, pelo governo dos Estados Unidos.
O julgamento está ocorrendo de forma virtual, onde os ministros registram seus votos em um sistema eletrônico, e vai até o dia 25 de novembro. Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin realizaram seus votos nesta tarde; A ministra Carmem Lúcia ainda não votou.
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Confira trecho do voto de Moraes:
“Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os Ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro na AP 2.668/DF [processo da tentativa de golpe], em total desrespeito ao devido processo legal”
Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, sofrendo o risco de perder seu mandato, mas já declarou que “por ora, deve sacrificar seu mandato” pois teme ser preso se voltar ao Brasil.
Em sua conta no X, Eduardo postou um vídeo dizendo que está sofrendo uma “Caça às bruxas”. O post foi realizado após o ministro Alexandre de Moraes realizar seu voto.








