A Justiça condenou Pablo Marçal a pagar R$ 303 mil em indenização à deputada Tabata Amaral (PSB-SP) após crime de difamação durante as eleições para a Prefeitura de São Paulo. A decisão cabe recurso.
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Durante o período eleitoral, o coach Pablo Marçal participou do podcast “Isto É” em julho de 2024 e teria dado a entender que Tabata abandonou seu pai em momento de fragilidade, e que faria o mesmo com a população paulistana. O pai da deputada se suicidou quando ela tinha 18 anos. Veja a fala do ex-candidato:
“Eu também tive um pai que foi alcoólatra, mas a família ajudou e ele deixou o alcoolismo. O pai dela, ela foi para Harvard e o pai dela acabou morrendo. Igual, imagino, o que ela pode fazer com o povo de São Paulo.”
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, afirmou que Marçal usou a desinformação para influenciar seus seguidores. O juiz chegou a essa conclusão após comentário do próprio réu durante o processo, que admitiu ter dito “para que as pessoas pudessem compará-los”.
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Marçal foi condenado a pagar um valor igual a 200 salários mínimos (R$ 303,6 mil). A pena inicial seria de 4 meses e 15 dias de reclusão, mas foi substituída pela opção de pagamento, conforme previsto no Código Penal.
“Perdi meu pai muito jovem e sigo carregando essa ausência. Mas, quando alguém usa uma tragédia pessoal para difamar uma mulher em campanha, não é só minha história que é atacada. E o maior risco é normalizar a ideia de que, na política, vale tudo”, disse a deputada em nota.
Tabata ainda esclareceu que, na semana em que seu pai tirou a própria vida, ela estava no Brasil, e que essa tragédia aconteceu na mesma semana em que ela foi aceita em Harvard. > “Eu estava aqui quando ele morreu, não estava fora. Então, essa baixaria do Pablo Marçal sequer faz sentido.”








