Caso Master: Jaques Wagner é intimado a prestar depoimento

Nesta semana, a operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal sobre o caso do Banco Master, intimou o senador Jaques Wagner a depor sobre a suposta ligação entre o senador e o ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, que também vem sendo alvo de investigações pela PF.

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Ainda de acordo com as informações sobre a operação Compliance Zero, o senador teria recebido propina do Banco Master, sendo apontado como o principal beneficiário das vantagens fraudulentas envolvendo a instituição, já liquidada. E, conforme os avanços da investigação, teriam sido encontrados elementos que comprovariam que o parlamentar recebeu vantagens econômicas, dentre elas por meio de pessoas próximas, como amigos e familiares.

Além disso, a Polícia Federal afirma que Jaques Wagner mantinha uma relação próxima com o ex-sócio de Vorcaro, sendo este o responsável por intermediar as transações financeiras e os benefícios ao senador. Segundo os investigadores, o ex-líder do governo Lula teria obtido um apartamento na capital baiana avaliado em R$ 2,4 milhões. Durante uma conversa entre o senador e Augusto Lima, interceptada pela PF, o parlamentar supostamente enviou o telefone do gerente da construtora do imóvel, no qual informava ao empresário o valor do apartamento e a unidade.

O depoimento de Wagner está marcado para o dia 7 de agosto de 2026 e ocorrerá de modo presencial na sede da Superintendência da PF em Brasília. Logo após se tornar alvo da operação, o senador deixou a liderança do governo Lula no Senado. Ao ser questionado por jornalistas sobre a intimação que recebeu a respeito de sua suposta participação no caso do Banco Master, ele revelou ter sido orientado pelo advogado a não comentar o tema, afirmando que seu objetivo é falar apenas sobre as eleições. Disse ainda estar tranquilo quanto ao depoimento e que sua inocência será comprovada em breve, como ocorreu em 2018.

“Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema. Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independentemente dessa agitação que está agora”, afirmou o senador.

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