G7 condena escalada da violência no Sudão e diz que cessar-fogo na Ucrânia é urgentemente necessário

O grupo das sete maiores economias democráticas voltou a direcionar críticas contundentes à situação no Sudão, classificando como “inaceitável” a intensificação recente dos confrontos entre as forças armadas sudanesas e a milícia Rapid Support Forces (RSF). Para os ministros das Relações Exteriores do G7, a violência crescente agrava o que já é considerada uma das piores crises humanitárias do mundo.

No comunicado divulgado após a reunião ministerial, o bloco afirmou que ataques contra civis, hospitais e trabalhadores humanitários violam normas internacionais e impedem qualquer avanço rumo à estabilização do país. Os governos pediram acesso imediato da ajuda e o fim do fornecimento de armas aos grupos envolvidos no conflito.

Além do Sudão, a guerra na Ucrânia ocupou parte central das discussões. O G7 reiterou que um cessar-fogo é “urgentemente necessário” diante do prolongamento das hostilidades e do impacto global da guerra, especialmente no campo energético e alimentar. Os ministros destacaram que a continuidade dos combates amplia riscos para a segurança europeia e para a economia mundial.

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O grupo reforçou ainda seu apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia, afirmando que qualquer solução duradoura depende da retirada das tropas russas e do restabelecimento do diálogo diplomático. O texto também alerta para a crescente militarização da região, que pode desencadear novas tensões.

Ao tratar simultaneamente dos dois conflitos, o G7 procurou reforçar a mensagem de que crises em diferentes continentes estão interligadas e exigem respostas coordenadas. Para o bloco, ignorar a deterioração da situação no Sudão ou permitir a continuidade da guerra na Ucrânia sem esforços diplomáticos suficientes representa um retrocesso na busca por estabilidade global.

Apesar das declarações, o grupo reconhece que avanços concretos dependem da disposição das partes envolvidas em aceitar negociações. A expectativa é que a pressão internacional aumente tanto sobre os líderes sudaneses quanto sobre Moscou, abrindo espaço para medidas que reduzam a violência e mantenham abertas as vias diplomáticas.

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