Aos 38 anos, o goleiro Weverton viverá a sua segunda Copa do Mundo. Na manhã desta quinta-feira (28), em entrevista coletiva na Granja Comary, o jogador relembrou a reação curiosa que teve ao ouvir seu nome na lista do técnico Carlo Ancelotti no último dia 18, quando chegou a simular um desmaio de alívio na sala de casa.
“Acho que a minha comemoração, o meu pequeno desmaio, disse tudo sobre se eu sabia ou não (que seria convocado). Vivi aquela emoção com o coração acelerado. Brincadeiras à parte, a minha queda foi de alívio, de emoção e de tudo que se passa na cabeça nesse período que antecede o anúncio”, revelou o arqueiro.
Leia mais: Neymar tem lesão confirmada pela CBF e vira dúvida para estreia do Brasil na Copa do Mundo
A convocação coroa um momento de reconstrução na carreira do atleta. Após uma vitoriosa passagem de oito anos pelo Palmeiras, Weverton aceitou o desafio de se transferir para o Grêmio, decisão que, segundo ele, envolveu conversas familiares e o temor pela adaptação da filha de nove anos.
“Fui muito bem recebido pelo torcedor gremista. Tomei a decisão de buscar esse novo desafio e fui premiado com mais uma Copa do Mundo pela minha coragem. Estou muito feliz e grato”, celebrou.
Sombra de Alisson e Ederson
Presente no ciclo do Catar em 2022, Weverton segue na Seleção como uma sombra experiente para Alisson e Ederson. Embora estivesse fora das últimas listas, sua última oportunidade havia sido em março de 2025, nos duelos contra Colômbia e Argentina pelas Eliminatórias, o goleiro ostenta a marca de 56 convocações e dez jogos com a amarelinha.
Questionado sobre a disputa pela titularidade em um elenco de alto nível, ele adotou um tom de respeito, mas sem esconder a ambição natural de quem quer jogar.
“Todos que estão aqui têm totais condições e vieram para jogar, ajudar e competir. Essa escolha sempre cabe ao professor, pois ele entende o que é melhor para a Seleção no momento. O Alisson quer jogar, o Ederson quer jogar, e eu quero jogar. Isso é bom e traz uma competitividade saudável e muito grande”, explicou.
Responsabilidade com leveza
O ambiente interno da Seleção Brasileira às vésperas do Mundial também foi tema da coletiva. De acordo com o experiente jogador, o grupo consegue equilibrar o peso da responsabilidade com a descontração necessária para aliviar a pressão externa.
“A concentração é um ambiente de total descontração, alegre e feliz entre os jogadores. Todos sabem o peso da responsabilidade nesta Copa, mas a alegria e a satisfação de estar entre os convocados tornam o lugar ideal para o momento mais importante de nossas vidas”, afirmou.
A lembrança de 2022

Por fim, Weverton recordou a Copa do Mundo do Catar, quando era o terceiro goleiro do elenco comandado por Tite e entrou nos minutos finais da goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, pelas oitavas de final — tornando-se, na ocasião, o último atleta do grupo a estrear no torneio.
“Vivi algo muito especial naquela Copa. Naquele momento, eu era o único jogador que não tinha entrado em campo. O fato de ele (Tite) pensar em mim daquela maneira, para que eu também pudesse participar ativamente da Copa, foi algo que vai ficar marcado para sempre na minha vida”, concluiu o goleiro.







