Morreu nesta terça-feira, 25 de agosto, aos 80 anos, Dolly Parton, uma das artistas mais importantes e influentes da história da música country. A cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa morreu em Nashville, no Tennessee, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua família.
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Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família humilde, sendo uma dos 12 filhos. Ainda criança começou a cantar e, aos 13 anos, já se apresentava no tradicional Grand Ole Opry. Após concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville e iniciou a trajetória que a transformaria em um dos maiores nomes da música norte-americana.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Dolly construiu um repertório marcado por sua capacidade de contar histórias e transformar experiências pessoais em canções universais. Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”, esta última eternizada também na voz de Whitney Houston.
Dolly escreveu milhares de canções e vendeu mais de 100 milhões de discos ao redor do mundo. Venceu 11 prêmios Grammy, recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award e foi incluída tanto no Country Music Hall of Fame quanto no Rock & Roll Hall of Fame. Sua influência ultrapassou as fronteiras da música country e alcançou diferentes gerações de artistas.
No cinema, também deixou sua marca. Estrelou produções como “9 to 5” (Como Eliminar Seu Chefe), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, além de filmes como “Steel Magnolias” (Flores de Aço). A música-tema de “9 to 5”, composta e interpretada por Dolly, tornou-se um de seus maiores sucessos.
Mas seu legado foi muito além dos palcos. Dolly Parton tornou-se conhecida mundialmente por sua atuação filantrópica, especialmente na defesa da educação e da alfabetização infantil. Por meio da Imagination Library, criada em 1995, milhões de livros foram distribuídos gratuitamente a crianças. Durante a pandemia de Covid-19, ela também doou US$ 1 milhão para pesquisas da Universidade Vanderbilt que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna.
Sua trajetória pessoal também foi marcada pela longa relação com Carl Dean, com quem se casou em 1966 e permaneceu por quase seis décadas. Dean morreu em março de 2025, aos 82 anos. Nos últimos meses, Dolly havia mencionado problemas de saúde, embora continuasse demonstrando desejo de trabalhar e desenvolver novos projetos.
Com seus cabelos loiros volumosos, figurinos brilhantes, humor irreverente e uma personalidade que atravessava diferenças políticas, sociais e geracionais, Dolly Parton tornou-se muito mais do que uma estrela da música country. Tornou-se um símbolo da cultura popular norte-americana e uma referência de generosidade, liberdade e autenticidade.
Dolly Parton deixa uma obra que atravessou gerações e uma voz impossível de confundir. Aos 80 anos, despede-se uma das maiores artistas de seu tempo mas permanecem suas canções e o legado de uma grande mulher.










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