O filme de Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto”, conquistou mais uma vitória nesta semana. Segundo a revista britânica Empire, o filme entrou no top 5 dos melhores filmes do ano (até agora). No entanto, apesar de terem elogiado a fotografia, a direção e o enredo do longa, a revista teria citado Recife, onde a trama se passa, como uma cidade pequena.
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Na crítica publicada pela revista, os jornalistas destacaram que a obra conseguiu misturar tensão, drama e cenas de violência explosivas. Além disso, a atuação do elenco também contribuiu para o sucesso da produção, principalmente a de Wagner Moura, que protagoniza o longa, e a de Tânia Maria, que viveu a icônica Dona Sebastiana.

A publicação ainda elogiou a mensagem central abordada pela obra e ressaltou o desfecho da história como “um lembrete de que, mesmo quando aqueles que estão no poder tentam enterrar o passado, o tempo sempre dará um jeito de permitir que ele volte à superfície.”
A Empire também destacou a dinâmica da narrativa e afirmou que “O Agente Secreto” já pode ser considerado um thriller político. “O filme funciona na potência máxima como um thriller político, mas, conforme suas três horas de duração vão passando, é impossível não deixar a atmosfera marcada pelo sol da pequena cidade de Recife tomar conta de você, junto ao seu elenco eletrizante de personagens”, revelou o texto publicado pela revista britânica.
Embora os elogios ao longa tenham sido vantajosos para o cinema nacional, o trecho em que a publicação se refere à capital pernambucana como uma cidade pequena causa certa estranheza entre os brasileiros, pois, mesmo com a história se passando na década de 70, Recife já contava com cerca de 1,06 milhão de habitantes em 1970 e, atualmente, esse número aumentou para 1,5 milhão de pessoas, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).








