Sabesp passa a usar inteligência artificial para detectar vazamentos de água em vias urbanas

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) adotou uma solução de inteligência artificial desenvolvida pela Intelicity, em parceria com a FDTE, para reforçar a detecção automática de vazamentos aparentes de água em vias urbanas. A iniciativa ganha relevância em um período marcado por altas temperaturas e maior risco de escassez hídrica, com foco na redução de perdas e no aumento da eficiência operacional.

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A tecnologia funciona a partir de câmeras e sensores instalados em veículos que circulam diariamente pela cidade. As imagens captadas, combinadas a dados georreferenciados, são analisadas por algoritmos de visão computacional capazes de identificar padrões característicos de vazamentos, como acúmulo de água em dias secos, fluxo irregular e manchas no pavimento. Cada ocorrência é registrada com foto, localização exata, data e horário, o que permite uma resposta mais rápida das equipes técnicas e a priorização dos pontos mais críticos.

Foto: Divulgação/Intelicity
Foto: Divulgação/Intelicity

Além da identificação de vazamentos, o sistema também reconhece falhas no pavimento urbano, como afundamentos, trincas e problemas em coberturas de valas, independentemente de quem seja o responsável pela manutenção. O mapeamento automático dessas ocorrências contribui para a melhoria da qualidade das vias e fortalece a governança sobre os serviços prestados no espaço urbano.

Segundo a Intelicity, o uso de inteligência artificial representa um avanço no monitoramento da infraestrutura urbana. “Nosso objetivo é levar mais precisão e velocidade ao diagnóstico das cidades. A tecnologia permite que as concessionárias atuem de forma preventiva e baseada em evidências, reduzindo desperdícios e direcionando recursos exatamente onde são necessários”, afirma Gustavo Miyake, diretor financeiro da empresa.

Com essa abordagem integrada, a Sabesp avança para um modelo de gestão preventiva orientado por dados, alinhado às práticas de cidades inteligentes. A iniciativa evidencia como o uso estratégico da inteligência artificial pode gerar ganhos operacionais e apoiar a sustentabilidade dos serviços essenciais, especialmente em períodos de maior pressão sobre os recursos hídricos.

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