A atual Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou nesta quinta-feira (12) sua decisão de disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2026. Segundo a ministra, a candidatura é uma “missão” sugerida pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
Do Planejamento ao Legislativo
A transição do Ministério do Planejamento para o Legislativo impõe novos desafios. Se eleita, Tebet deixará de gerenciar o orçamento federal para atuar como representante direta do estado de São Paulo no Congresso por um mandato de 8 anos. Entre as responsabilidades exclusivas que terá como senadora, destacam-se:
- Julgamentos de Impeachment: Processar e julgar o Presidente da República e ministros do STF em casos de crime de responsabilidade;
- Sabatinas: Decidir sobre a aprovação de ministros do STF, embaixadores e diretores do Banco Central;
- Gestão Financeira: Autorizar empréstimos externos para estados e municípios;
- Articulação Regional: Destinar emendas parlamentares e defender as demandas específicas dos 645 municípios paulistas.
Por que Tebet é a aposta de Lula?
A escolha estratégica de Tebet para São Paulo baseia-se no seu capital político no estado. Nas eleições presidenciais de 2022, a então candidata recebeu cerca de 1,6 milhão de votos dos paulistas — o que corresponde a um terço de sua votação nacional total.
Além disso, pesquisas recentes mostram que ela é um nome de forte resistência ao avanço da direita no estado. Segundo levantamento da Real Time Big Data, divulgado em 09/03/2026, Tebet lidera ou aparece em empate técnico nos principais cenários:
- Cenário sem Guilherme Derrite: Tebet atinge seu melhor desempenho, com 20%, contra 10% de Mário Frias (PL).
- Cenário com Mário Frias (PL): Tebet aparece com 19%, seguida de perto por Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede), ambos com 18%. Mário Frias registra 12%.
- Cenário com Coronel Mello Araújo (PL): Tebet sobe para 20%, enquanto o nome apoiado por Jair Bolsonaro aparece com 12%.
A movimentação de Tebet deve antecipar sua saída do ministério, prevista para ocorrer até o final de março, para cumprir os prazos de desincompatibilização eleitoral.









