O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o regime não fará concessões diante dos protestos que se espalham pelo país e indicou um endurecimento das medidas contra opositores. Em pronunciamento oficial, Khamenei classificou as manifestações como ameaças à ordem interna e reforçou que o governo manterá o controle.
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Os protestos, impulsionados por uma combinação de crise econômica, inflação elevada e insatisfação social, vêm mobilizando diferentes setores da população em diversas cidades iranianas. Apesar das restrições à internet e do forte aparato de segurança, os atos continuam a desafiar as autoridades.
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O discurso do líder supremo reforça a narrativa oficial de que as manifestações seriam influenciadas por interesses externos, argumento frequentemente utilizado pelo regime para justificar repressões.
Organizações de direitos humanos denunciam prisões em massa, violência policial e restrições às liberdades civis.
A postura inflexível do governo iraniano aprofunda a crise política no país e aumenta a pressão internacional, enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas e um ambiente de crescente repressão.









