A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou neste domingo que exames de ultrassonografia realizados em Brasília identificaram a presença de duas hérnias inguinais, indicando a necessidade de cirurgia para correção do problema. Segundo os advogados, o procedimento é considerado a única alternativa eficaz para o tratamento definitivo do quadro clínico.
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Os exames foram feitos na Superintendência da Polícia Federal, após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A equipe médica se deslocou até o local para avaliar o estado de saúde do ex-presidente, que permanece sob custódia.
O que são hérnias inguinais e quando exigem cirurgia
As hérnias inguinais afetam a região da virilha, na parte inferior do abdômen, e ocorrem quando uma porção do intestino ou de tecido abdominal atravessa um ponto de fragilidade da musculatura local. O problema é mais comum em homens e pode estar relacionado a esforço físico, tosse crônica, envelhecimento ou fraqueza muscular.
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Entre os principais sintomas estão dor, desconforto e o surgimento de uma protuberância visível, especialmente ao caminhar ou fazer esforço. Em muitos casos, a cirurgia é indicada para evitar complicações e aliviar os sintomas de forma definitiva.
Laudos serão anexados ao pedido feito ao STF
De acordo com o médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico, o exame já foi realizado e o laudo médico será anexado a um pedido apresentado anteriormente à Justiça. O objetivo é fornecer subsídios técnicos para que o STF avalie a autorização de eventuais procedimentos médicos.
O profissional ressaltou que a equipe médica atua apenas no acompanhamento clínico e não realiza perícia judicial, atribuição exclusiva do Judiciário. A liberação dos exames foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.
Situação jurídica e tramitação do pedido
Até a noite deste domingo, os documentos médicos ainda não constavam oficialmente nos autos do processo, conforme apuração da reportagem. A análise de qualquer solicitação relacionada ao tratamento de saúde dependerá da juntada formal dos laudos médicos ao processo.
A defesa afirma que a realização dos exames médicos não altera as condições da custódia, nem representa concessão de benefício penal, servindo apenas para permitir que o STF avalie, de forma técnica, a necessidade de intervenção médica no caso do ex-presidente.









