México confirma 1°caso da supergripe H3N2 que se espalhou pela Europa e EUA

O vírus da influenza (gripe) do tipo A H3N2, subclado K, registrou um aumento no Reino Unido, nos últimos dias. Lá, os hospitais tiveram um crescimento nas internações por essa subvariante, e algumas escolas chegaram a fechar para previnir mais contágios.

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O primeiro caso desse subclado da América Latina foi confirmado no México na tarde de sexta-feira (12). No continente, apenas Canadá e Estados Unidos também relataram casos dessa variante. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já emitiu um alerta para um possível aumento dessa e de outras variantes da influenza nos próximos meses.

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Mulher que está doente que tem a gripe que encontra-se no sofá que olha a temperatura no termômetro – Foto: Getty Images

De onde vem o vírus H3N2 e o que implica ser do tipo A?

A influenza pode ser classificada como A,B,C ou D, sendo a do tipo A a mais grave, segundo especialistas. Entre os sintomas mais frequentes estão o aparecimento súbito de febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares e articulares e dor de garganta.

Dezenas de pacientes lotam a sala de espera de uma clínica na Ilha de Hong Kong durante a epidemia de gripe em julho de 1968 - Foto: Arquivo/SCMP
Dezenas de pacientes lotam a sala de espera de uma clínica na Ilha de Hong Kong durante a epidemia de gripe em julho de 1968 – Foto: Arquivo/SCMP

O subtipo do vírus A H3N2 da gripe surgiu em 1968, em Hong Kong, e depois de vários meses se espalhou para os Estados Unidos. Desde então, circula como um vírus de influenza A pelo mundo e está associado e epidemias anuais mais graves do que as causadas pelos outros vírus de influenza A (H1N1) e Influenza B.

As subvarientes mais recentes que surgiram são as do subclado K, que atualmente circulam principalmente na Europa, sendo o Reino Unido o país mais afetado, com 156 casos registrados entre 25 de agosto e 20 de outubro deste ano.

Enfermaria de um hospital do NHS - Foto: Arquivo/PA
Enfermaria de um hospital do NHS – Foto: Arquivo/PA

Alerta nas Américas por aumento de casos de Influenza e outros Vírus

Embora a Influenza do tipo H3N2, subclado K, tenha tido maior presença na Europa, em 4 de dezembro a OPAS emitiu um alerta epidemiológico devido ao inìcio da temporada de maior circulação desse e de outros tipo de vírus.

No relatório, a organização declarou que, até a semana epidemiológica número 45, a influenza etava em aumento, e a do tipo A foi detectado em todas as regiões do mundo. Támbém foi observado um aumento de 29% nos casos de infecção respiratória aguda grave (IRAG) e um aumento de 5% nos casos de doenças tipo influenza (DTI) em comparação com o mesmo periodo de 2024.

Segundo o comunicado, na semana 45, a Influenza do tipo A (H1N1) pdm09 predominou nos países do Caribe e da América Central. Na América do Norte, embora a atividade desse vírus tenha permanecido em níveis baixos, houve um aumento sustentado da influenza do tipo A.

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Nos Estados Unidos e no Canadá, foi observada maior circulação do H3N2, além de um aumento progressivo do subclado K.

Mulher é vacinada durante uma campanha de vacinação contra a Influenza - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Mulher é vacinada durante uma campanha de vacinação contra a Influenza – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Casos de variantes de H3N2

A OPAS acompanha todas as variantes da influenza tipo H3N2 nas Américas até a semana atual (semana 48). Dados da entidade mostram que a sub-região mais afetada por esse vírus é a América do Norte, que ao longo do ano registrou 51.690 casos considerando todas as variantes, e é também onde já chegou a variante do subclado K, que afetou o Reino Unido e outros países da Europa.

Exterior do campus principal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em Atlanta, Geórgia, EUA, 27 de agosto de 2025 - Foto: Alyssa Pointer/REUTERS
Exterior do campus principal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em Atlanta, Geórgia, EUA, 27 de agosto de 2025 – Foto: Alyssa Pointer/REUTERS

Casos de variantes de H3N2 na região

A Opas acompanha todas as variantes da influenza tipo H3N2 nas Américas até a semana atual (semana 48). Dados da entidade mostram que a sub-região mais afetada por esse vírus é a América do Norte, que ao longo do ano registrou 51.690 casos considerando todas as variantes, e é também onde já chegou a variante do subclado K, que afetou o Reino Unido e outros países da Europa.

O país com mais casos de todas as variantes do H3N2 é os Estados UNidos, com um total de 32.868, seguido do Canadá, com 14.613, e do México, com 4.209, que em 12 de dezembro confirmou o primeiro caso do subclado K.

A Secretaria de Saúde do México informou que o paciente que contraiu o vírus respondeu ao tratamento com medicação antiviral e já se encontra recuperado.A pasta pediu que a população procure centros de saúde e outras unidades médicas para receber as vacinas correspondentes à temporada de inverno (que se inicia no Hemisfério Norte), especialmente a vacina contra a influenza.

Também recomendou tratamento antiviral padrão, uso de máscara e manuntenção de medidas de isolamento em caso de resultado positivo.

A Secretária de Saúde, junto com o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) do México, anunciou que fará monitoramento e aálise permanentes para detectar oportunamente os casos desse vírus.

Comunicado da Secretária de Saúde do México sobre a situação Epidemiológica do Virus H3N2, Subclado K - Foto: TribunaSonora/X
Comunicado da Secretária de Saúde do México sobre a situação Epidemiológica do Virus H3N2, Subclado K – Foto: TribunaSonora/X

Na América do Sul, embora o vírus do subclado K, ainda não tenha chegado, houve 10.156 casos de outras variantes do H3N2. O Brasil lidera com 6.563 casos, seguido pela Colômbia, com 1.403, Chile, com 1.389, Peru, com 515, e Equador, com 174. Os demais países registraram menos de 100 casos, entre eles Venezeuela, com 69, Argentina, com 19, Paraguai e Bolivia, com 4 cada um, e Uruguai, com um caso.

Diante do aumento desse vírus e da possibilidade de chegada da variante de influenza H3N2 do subclado K, a Opas recomenda que os países ajustam seus planos de preparação e organização dos serviços de saúde diante da possibilidade de uma eventual sobre carga do sistema sanitário.

Além disso, a entidade, junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sugere reforçar a vigilância da influenza, do vírus sindical respiratório (VSR) e da Covid-19, bem como adotar medidas de prevenção e controle das infecções por vírus respiratórios.

Fachada da sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra - Foto: Denis Balibouse/Reuters
Fachada da sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra – Foto: Denis Balibouse/Reuters

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