A dublagem brasileira perdeu neste sábado (27) uma de suas vozes mais conhecidas. O ator e dublador Figueira Júnior morreu aos 60 anos. A notícia foi compartilhada pela dubladora Tânia Gaidarji nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
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Com quase quatro décadas de carreira, Figueira Júnior ajudou a construir a memória afetiva de milhões de brasileiros. Sua voz deu vida a personagens que atravessaram gerações, como o irreverente Philip J. Fry, protagonista da animação Futurama, e o poderoso Androide 17, de Dragon Ball, dois papéis que se tornaram referências para fãs da cultura pop.
A despedida também mobilizou a comunidade da dublagem. Em publicação nas redes sociais, a Associação Brasileira de Dubladores (DUBLAR) prestou homenagem ao artista.
“A DUBLAR e o DUBLAGEM VIVA lamentam profundamente a perda do colega, amigo e associado Figueira Jr. Com personagens que marcaram a vida de muitas pessoas, Figueira agora estará eternizado através de sua voz em diversas obras como Futurama e Dragon Ball. Desejamos luz em sua passagem e muita força para a família, em especial ao seu tão querido sobrinho Daniel Figueira.”
Uma carreira muito além dos animes
Embora tenha conquistado enorme reconhecimento pelos trabalhos em animações e animes, Figueira Júnior construiu uma trajetória versátil no audiovisual. Ao longo da carreira, participou da dublagem de produções de grande sucesso do cinema, como American Pie, Um Sonho de Liberdade, Matrix, O Profissional e Karatê Kid – A Hora da Verdade, emprestando sua interpretação a personagens que também marcaram diferentes gerações de espectadores.
Sua atuação não se limitava ao estúdio de gravação. Além de ator e dublador, Figueira também trabalhou como locutor, diretor de dublagem, fotógrafo e professor, formando novos talentos e contribuindo diretamente para o fortalecimento da profissão no Brasil.
Nos últimos anos, passou a dividir parte de seus projetos com o sobrinho, Daniel Figueira, que seguiu os passos do tio na dublagem e ficou conhecido por dar voz a personagens como Tanjiro Kamado, de Demon Slayer, e Austin, de Os Backyardigans.
Um legado que permanece na memória do público
Em um país onde a dublagem ocupa um lugar especial na experiência de assistir a filmes, séries e animações, Figueira Júnior deixa um legado difícil de mensurar. Sua voz acompanhou a infância, a adolescência e a vida adulta de diferentes gerações, tornando-se parte da identidade de personagens inesquecíveis.

Mais do que interpretar falas, ele ajudou a criar emoções, momentos de humor, tensão e nostalgia que permanecem vivos na lembrança do público. Agora, seu trabalho segue como uma marca permanente na história da dublagem brasileira, preservado em cada episódio, filme e animação que continuará encantando fãs por muitos anos.








