O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, anunciou sua renúncia na quinta-feira (11), após semanas de protestos em massa contra sua gestão da economia e a corrupção no governo.
LEIA TAMBÉM: Brasileiros são condenados a 13 anos de prisão por tribunal pró-Russia instalado na Ucrânia
“Nossa coalizão se reuniu, discutimos a situação atual, os desafios que enfrentamos e as decisões que devemos tomar com responsabilidade”, disse Zhelyazkov.
“Nosso desejo é estar no nível que a sociedade espera”, acrescentou. “O poder emana da voz do povo.”

O anúncio foi feito minutos antes de o parlamento votar uma moção de censura contra o seu governo. Milhares de manifestantes voltaram às ruas de Sofia e de outras cidades na noite de quarta-feira, mesmo deois de Zhelyazkov ter retirado seu polêmico orçamento para 2026.
Por que ocorreram protestos em massa na Bulgária?

Entre outras coisas, os manifestantes estavam revoltados com os aumentos planejados e contribuições para a previdência social. Os manifestantes afirmaram que esses dinheiro financiariam a corrupção e que os cidadãos comuns da Bulgária veem pouca melhoria em suas vidas diárias.
Confira “Filhos do Silêncio” de Andrea dos Santos
De fato, os Búlgaros mais jovens, em particular, têm participado das manifestações contínuas, afirmando não verem como planejar um futuro para o pais.
Até mesmo o presidente Rumen Radev pediu a Renúncia do governo. Em uma declaração em sua página oficial no Facebook, ele escreveu:
“Entre a voz do povo e o medo da máfia. Escutem as praças públicas!”
Embora Radev tenha poder politico limitado, ele agora precisa convocar os partidos políticos da Bulgária no parlamento para formar um novo governo. Caso eles não consigam, o que é provável, ele nomeará um governo interino que governará até que novas eleições possam ser realizadas.

A crise politica do país ocorre pouco antes de sua entrada planejada na zona do euro, em 1° de janeiro. O orçamento polêmico foi o primeiro da Bulgária a ser calculado em euros.









