A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou nesta quarta-feira (19) que o Departamento de Justiça dos EUA divulgará os arquivos de sua investigação sobre Jeffrey Epstein dentro de 30 dias.
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Um dia antes, nesta terça (18), o Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que determina a liberação das informações sobre Epstein pelo governo.
Divulgação dos materiais
Em uma coletiva de imprensa feita em Washington, D.C., nesta quarta-feira, a procuradora-geral dos Estados Unidos confirmou que o departamento fornecerá o material conforme exigido.
Porém, ela disse que a divulgação pode não ser completa, já que a agência pode ter que reter material que poderia afetar as investigações ordenadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre figuras democratas associadas a Epstein.
A identidade de todas as vítimas de tráfico sexual cujos nomes constem nos documentos também será protegida, afirmou Pam, acrescentando: “Continuaremos a cumprir a lei e a incentivar a máxima transparência”.
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O projeto de lei foi aprovado por unanimidade no Senado e por 427 a 1 na Câmara dos Representantes. O texto aprovado pelo Congresso segue agora para a mesa do presidente Donald Trump, que deve sancioná-lo imediatamente, segundo a Casa Branca.
Caso no centro da política americana
O caso de Jeffrey Epstein, acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de operar uma rede de exploração sexual nos anos 2000, voltou a ganhar destaque neste ano devido à liberação ou não dos arquivos pelo presidente Donald Trump.
Na semana passada, o Congresso dos EUA publicou mensagens que sugerem o conhecimento da conduta de Epstein por parte de Trump. Em um e-mail de 2018, Epstein escreveu que o atual presidente dos Estados Unidos “passou horas” em sua casa com uma das vítimas.
O evento ficou no centro da política americana, pautada desde a campanha eleitoral de Trump em 2024 pela liberação dos arquivos sobre o caso Epstein.
Pelo texto, todos os documentos da investigação, incluindo informações sobre a morte de Epstein na prisão, deverão ser divulgados em até 30 dias após a sanção presidencial.
A lei permite que o Departamento de Justiça oculte informações pessoais das vítimas ou dados de investigações ainda em curso. Por outro lado, proíbe censuras com base em “constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política”.









