EUA capturam quinto petroleiro ligado à Venezuela no Caribe em nova ofensiva marítima

As forças dos Estados Unidos apreenderam, nesta sexta-feira (9), o navio-petroleiro Olina no Mar do Caribe, na quinta ação do tipo nas últimas semanas em uma ampla ofensiva para bloquear a saída de petróleo venezuelano sancionado. A operação provocou reações diplomáticas e oscilações nos mercados globais de energia.

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A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, confirmou que a Guarda Costeira e outras agências federais executaram a operação de abordagem do Olina em águas internacionais a leste do Caribe, descrevendo o navio como parte da chamada “frota fantasma”, embarcações suspeitas de transportar petróleo sob sanções e evadir fiscalização.

Secretária de Segurança Interna dos EUA via X - Foto: Reprodução
Secretária de Segurança Interna dos EUA via X – Foto: Reprodução

Segundo uma fonte do setor marítimo ouvida pela Reuters, o petroleiro havia saído da Venezuela na semana passada totalmente carregado de petróleo, logo após os EUA capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país carregado quando foi interceptado.

Contexto das apreensões e a “frota fantasma”

A embarcação, que já havia sido sancionada por Washington quando operava sob outro nome (Minerva M), foi abordada sem incidentes, segundo autoridades americanas. Ela navegava sob bandeira de Timor-Leste, de forma possivelmente fraudulenta, segundo base de dados pública de navegação.

Esta é a quinta interceptação de embarcações ligadas ao transporte de petróleo venezuelano em menos de um mês, em meio à campanha dos EUA para fazer cumprir sanções e restringir o escoamento de petróleo da Venezuela no Caribe e no Atlântico Norte.

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Os Estados Unidos vêm perseguindo e apreendendo navios-petroleiros suspeitos de transportar petróleo venezuelano sancionado porque, segundo Kristi Noem, essas embarcações — parte da chamada “frota fantasma” — estariam sendo usadas para evadir sanções econômicas americanas e mover óleo que, na visão de Washington, financia atividades ilícitas, incluindo narcoterrorismo, além de driblar o embargo imposto ao regime de Nicolás Maduro.

Noem afirmou, em publicação no X, que a Guarda Costeira dos EUA, em coordenação com o Departamento de Defesa, o Departamento de Estado e o Departamento de Justiça, executou a abordagem e apreensão de navios como o Olina em conformidade com a lei internacional, ressaltando que tais embarcações tentam “fugir das forças americanas” usando bandeiras falsas e sistemas de rastreamento desligados para evitar detecção, e que os EUA continuarão a interceptar essas rotas para cortar fontes de financiamento e pressionar economicamente o regime venezuelano.

Apreensões anteriores

Importante lembrar que, na quarta-feira (7), os EUA também apreenderam outros dois petroleiros vinculados à Venezuela: o M/T Sophia e o Marinera (anteriormente chamado Bella 1). O caso do Marinera — que chegou a ser registrado com bandeira russa — ganhou atenção diplomática separada, com críticas de Moscou, que considerou a ação uma violação do direito internacional.

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