No último domingo, 29 de março, as Forças de Defesa de Israel (IDF) e os Estados Unidos realizaram uma nova ofensiva aérea coordenada contra a infraestrutura energética do Irã. Os alvos principais foram subestações e torres de transmissão de alta voltagem em Teerã e na província vizinha de Alborz.
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Os ataques causaram blecautes generalizados em diversos distritos da capital. Relatos de moradores e imagens de satélite confirmam que estilhaços de interceptações atingiram áreas residenciais em bairros periféricos, aumentando o clima de tensão entre a população civil.
A Resposta do Irã
Após os ataques à sua rede elétrica, o governo iraniano lançou uma contraofensiva focada em alvos de alto impacto econômico. Mísseis atingiram a Refinaria de Haifa, em Israel, e as duas maiores fundições de alumínio do Oriente Médio.
Em nota oficial, Teerã justificou a escolha dos alvos alegando que tais indústrias fornecem matéria-prima essencial para a indústria bélica dos Estados Unidos. No campo militar, a Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter abatido cinco drones israelenses do tipo Hermes que sobrevoavam o território do país nesta segunda-feira (30)
Bloqueio no Estreito de Ormuz e Ultimato de Trump
A situação atingiu um ponto de ruptura global com a oficialização, por parte do Irã, do fechamento total do Estreito de Ormuz. A medida trava a saída de petróleo do Golfo Pérsico, provocando uma disparada imediata no preço do barril nos mercados internacionais.
Em resposta, o presidente Donald Trump subiu o tom e estabeleceu um ultimato: se o estreito não for liberado até o dia 6 de abril, os EUA realizarão ataques diretos contra usinas nucleares e o restante da rede de energia iraniana. O Irã, por sua vez, declarou que não aceitará os termos do cessar-fogo propostos por Washington, classificando-os como inaceitáveis.









