Em um ano marcado por grandes estreias no cinema e uma presença cada vez mais forte na cultura pop, Zendaya agora também ocupa um novo espaço simbólico em sua trajetória: a capa da edição de maio da Vogue Brasil. A publicação, que celebra 51 anos, escolheu justamente uma das artistas mais influentes de sua geração para representar uma edição que mistura moda, cinema e identidade.
Fotografada em Los Angeles, Zendaya protagoniza um ensaio sofisticado e intimista ao lado de Law Roach, stylist e parceiro criativo que acompanha sua carreira há anos. Em sintonia com Rita Lazzarotti, diretora de moda da revista, a atriz surge em imagens que traduzem exatamente aquilo que ela se tornou nos últimos anos: um símbolo contemporâneo de elegância, autenticidade e transformação.
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A entrevista concedida à revista mostra uma Zendaya mais reflexiva, consciente da dimensão que sua carreira alcançou e, ao mesmo tempo, ainda fascinada pelos desafios da atuação. Em conversa com a Vogue, ela definiu 2026 como “um dos anos mais intensos” de sua vida. E não é difícil entender o motivo.
Entre as produções que chegam aos cinemas estão A Odisseia, em que interpreta a deusa Atena, o novo capítulo de Homem-Aranha: Um Novo Dia, além de Duna: Parte 3, previsto para dezembro. Paralelamente, a atriz também retorna à intensa atmosfera de Euphoria, série que ajudou a consolidar seu status como uma das intérpretes mais respeitadas de Hollywood.
Ao falar sobre seus personagens, Zendaya revela que busca histórias capazes de provocar desconforto e reflexão. Ela afirma preferir papéis complexos, emocionalmente densos e que a desafiem de alguma maneira. Para a atriz, um roteiro precisa capturar sua atenção imediatamente, algo raro, segundo ela mesma admite.
“É importante que o trabalho seja empolgante, mas também um pouco assustador”, comentou à revista, explicando que sente necessidade de enfrentar personagens que despertem insegurança e curiosidade ao mesmo tempo.
Essa relação intensa com os papéis também faz com que cada personagem deixe marcas pessoais. Mesmo tentando separar sua vida emocional do trabalho, Zendaya reconhece que sempre leva um pouco deles consigo.
Ao comentar sua participação em “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, a atriz falou sobre o desafio de interpretar Atena sem transformá-la em uma figura distante da humanidade. Segundo ela, o próprio roteiro já trazia essa dimensão humana da deusa, permitindo que sua atuação partisse da sensibilidade do texto.
Já sobre O Drama, Zendaya destacou o impacto moral da narrativa. A atriz explicou que se sentiu emocionalmente provocada pela história e acredita que o filme desperta debates importantes justamente por abordar temas desconfortáveis e íntimos.
Mas, se o cinema ocupa grande parte de sua trajetória, a moda segue sendo um dos pilares de sua imagem pública. E Zendaya parece plenamente consciente disso.
Durante a entrevista, ela contou que entendeu muito cedo o poder simbólico das roupas e como a moda poderia ajudá-la a construir uma identidade própria fora das telas. Ao lado de Law Roach, desenvolveu uma linguagem visual que transformou cada aparição pública em um acontecimento cultural.
Entre os visuais mais marcantes de sua carreira, a atriz relembrou um look inspirado em Joana d’Arc. Para ela, vestir aquela armadura simbolizava força, proteção e confiança.
Ainda assim, Zendaya rejeita regras rígidas quando o assunto é estilo. Para a atriz, o mais importante é a sensação que uma roupa provoca.
“Se você se sente bonita, você está bonita”, afirmou.
Longe dos tapetes vermelhos e da rotina intensa de divulgação, porém, sua obsessão fashion atual é bem menos glamourosa: conjuntos de pijama. Segundo ela, os momentos de descanso se tornaram prioridade em meio ao ritmo acelerado de gravações e eventos.
O Brasil também apareceu na conversa. Zendaya relembrou com carinho a passagem pelo país durante ações promocionais de Duna e destacou a energia calorosa dos fãs brasileiros, algo que permanece vivo em sua memória.
Talvez seja justamente essa combinação entre talento, vulnerabilidade e autenticidade que faça Zendaya ocupar hoje um espaço tão singular dentro da cultura pop. Mais do que uma estrela de cinema ou um ícone fashion, ela se tornou um reflexo de uma geração que busca complexidade, liberdade criativa e verdade em tudo aquilo que consome.
E a nova capa da Vogue Brasil parece entender exatamente isso.









