Ariana Grande processa hackers por vazamento de músicas inéditas

Ariana Grande entrou com uma ação na Justiça da Califórnia contra hackers ainda não identificados, acusados de invadir contas digitais de profissionais que trabalham com a cantora para roubar e divulgar materiais inéditos. O processo foi protocolado na última segunda-feira (27) e busca identificar os responsáveis pelos ataques, que teriam resultado no vazamento de músicas, fotos e vídeos privados da artista.

De acordo com a ação, os invasores direcionaram os ataques a fotógrafos e produtores ligados à equipe de Ariana. Após obterem acesso aos arquivos, os criminosos passaram a comercializar o conteúdo na dark web, área restrita da internet acessada por meio de ferramentas específicas, cobrando quantias elevadas pelos materiais.

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Como os responsáveis ainda não foram identificados, eles aparecem no processo sob a designação “John Doe”, termo utilizado nos Estados Unidos para se referir a pessoas desconhecidas. A estratégia da equipe jurídica é utilizar a ação para solicitar intimações judiciais a provedores de internet e plataformas digitais, na tentativa de descobrir a identidade dos envolvidos.

Cantora relata anos de ataques cibernéticos

Segundo os advogados da artista, os vazamentos não são casos isolados. A ação afirma que Ariana enfrenta invasões e divulgação não autorizada de conteúdos desde 2011, comprometendo materiais que faziam parte de seu processo criativo e que nunca foram destinados ao público.

Entre os episódios citados estão o roubo, em 2019, de masters, demos e vídeos ainda em produção. Em 2020, um dispositivo móvel de um produtor musical também teria sido invadido, resultando no acesso a músicas inéditas. Já em 2023, cerca de 45 faixas foram roubadas e vazadas, enquanto, em 2024, fotografias inéditas da cantora teriam sido obtidas em dois ataques de phishing — golpe virtual em que criminosos se passam por empresas ou pessoas confiáveis para obter acesso a dados e contas.

Artista alega danos irreparáveis

Na ação judicial, Ariana afirma que os ataques causaram prejuízos significativos à sua privacidade e à sua carreira. A equipe jurídica também argumenta que a divulgação não autorizada de materiais inéditos compromete a relação construída entre a cantora e seus fãs.

“Nem a Sra. Grande, nem qualquer outra figura pública ou privada, deveria ter que sofrer tais violações causadas por esses criminosos que se escondem nas sombras e promovem o caos tecnológico com impunidade”, afirmam os advogados no processo.

A defesa acrescenta que a cantora busca responsabilizar os envolvidos não apenas em benefício próprio, mas também para desencorajar esse tipo de crime contra outros artistas e profissionais da indústria do entretenimento.

Processo inclui acusações contra distribuidores do material

Além dos responsáveis pelas invasões, Ariana também acusa pessoas e empresas que teriam colaborado na distribuição do conteúdo roubado, seja oferecendo os arquivos a possíveis compradores ou adquirindo os materiais obtidos de forma ilegal.

A ação reúne acusações de invasão de privacidade, violação das leis da Califórnia relacionadas à invasão de sistemas informáticos e apropriação indevida de conteúdo (“conversion”, na legislação norte-americana).

A insatisfação da cantora com os constantes vazamentos já havia sido manifestada anteriormente. Em entrevista concedida em 2024 ao Zach Sang Show, Ariana comentou o vazamento da música “Fantasize” e criticou os responsáveis pela divulgação não autorizada da faixa, afirmando que o material havia sido roubado e que pretendia responsabilizar os envolvidos.

Autor

  • Manuelly Soares

    Estudante de Jornalismo pelo Centro Universitário FAM e escreve sobre entretenimento, cultura e fama. Apaixonada por comunicação, busca transformar informação em conteúdo leve, atual e conectado com o público.

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