Polícia indicia executiva do Grêmio por injúria racial contra torcedor colorado

A executiva de futebol do Grêmio, Bárbara Fonseca foi indiciada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (15) pela prática do crime de injúria racial contra um torcedor do Inter. A ação ocorreu no último dia 28 de março, após o Gre-Nal válido pela quinta rodada do campeonato brasileiro feminino. Bárbara negou as acusações. Em nota, o Grêmio afirmou que tem convicção na versão apresentada pela executiva.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), ouviu ao todo 11 pessoas, incluindo vítima e indiciada. Três testemunhas afirmaram ter ouvido as ofensas raciais proferidas pela dirigente. Imagens de câmeras de segurança que foram analisadas não captaram o fato.

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já havia denunciado o caso. Clube e executiva foram enquadrados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça, a respeito da prática de ato discriminatório.

O clube pode perder pontos na tabela e mandos de campo, além de multa de R$ 100 mil, bem como ser obrigado a implementar políticas de prevenção contra o racismo.

Já Bárbara Fonseca pode ser suspensa por até 360 dias e multada em R$ 100 mil. Também foi solicitado pela Procuradoria que haja suspensão preventiva da profissional atéa o julgamento do caso.

Veja a nota do Grêmio:

O Departamento Jurídico do clube acompanha os desdobramentos do caso, prestando o suporte institucional e observando, em toda a atuação, o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. O clube reitera sua convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento. Ele confia que as autoridades promoverão a completa elucidação dos fatos, com estrita observância das garantias legais e processuais.

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