O mundo do basquete se despede de uma de suas figuras mais icônicas e dominantes. Morreu, nessa quinta-feira (8), aos 73 anos, a ex-pivô nascida na Letônia Uliana Semenova. Com impressionantes 2,13 metros de altura, ela não foi apenas uma presença física imponente em quadra, mas o pilar de uma das eras mais vitoriosas da história do esporte defendendo a seleçãoda União Soviética.
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A trajetória de Semenova é marcada por recordes que parecem inalcançáveis. Durante as décadas de 70 e 80, ela liderou sua seleção na conquista de duas medalhas de ouro olímpicas (Montreal 1976 e Moscou 1980) e três títulos mundiais. Pelo clube TTT Riga, sua hegemonia foi ainda mais assustadora, conquistou 15 vezes a Copa dos Campeões Europeus, consolidando-se como uma força imbatível no garrafão.
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Para além dos números, Uliana foi uma pioneira. Ela foi a primeira mulher não americana a ser imortalizada no Basketball Hall of Fame, em Springfield, e também no Hall da Fama da FIBA.
Sua importância histórica é tamanha que ela frequentemente é citada como a atleta que obrigou o basquete feminino a evoluir taticamente para tentar conter seu domínio técnico e físico.
Nos últimos anos, a ex-atleta enfrentava problemas de saúde decorrentes de sua condição física e da idade avançada, vivendo de forma discreta em seu país natal. Sua partida encerra um capítulo de ouro do basquete mundial, deixando um legado de profissionalismo e conquistas que continuará inspirando gerações de atletas ao redor do globo.









