A temporada de 2026 da Fórmula 1 não trará apenas motores novos e carros mais compactos, o formato das sessões classificatórias também passará por uma reformulação importante. Com o objetivo de aumentar o dinamismo e o desafio estratégico para pilotos e equipes, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) detalhou as atualizações que prometem sacudir os sábados de GP.
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Mudanças no Q1 e Q2
A estrutura básica de três fases (Q1, Q2 e Q3) permanece, mas os tempos de pista e a quantidade de eliminados foram ajustados. No Q1, a sessão terá agora 12 minutos, com os cinco carros mais lentos sendo eliminados. Já o Q2 segue um padrão semelhante, mas com uma pressão maior sobre o gerenciamento dos novos combustíveis sustentáveis e da energia elétrica, que terão papel central no desempenho de volta rápida.
O “tiro curto” no Q3
A grande expectativa gira em torno da fase final. O Q3 foi otimizado para ser um “sprint” de pura velocidade. Com menos carros na pista, a ideia é evitar o tráfego excessivo e permitir que os candidatos à pole position tenham janelas mais claras para buscar o tempo perfeito. Além disso, a alocação de pneus para cada fase foi revista, obrigando as equipes a decidirem entre economizar jogos para a corrida ou garantir uma posição melhor na largada.
O fator peso e energia
As novas regras de 2026 introduzem carros mais leves e uma distribuição de potência 50/50 entre o motor a combustão e o sistema elétrico. Na classificação, isso significa que a regeneração de energia durante a volta será um diferencial, quem conseguir mapear melhor o uso da bateria terá vantagem direta nos setores de reta, algo que pode gerar surpresas no grid e tirar o favoritismo das equipes dominantes.
Essas alterações buscam garantir que o sábado continue sendo o teste definitivo de velocidade pura, preparando o terreno para a nova era sustentável da categoria máxima do automobilismo.









