Brasileira denuncia capitão de Cabo Verde por estupro após jogo da FIFA Series na Nova Zelândia

O portal GE, da Globo, divulgou com exclusividade no sábado, 27, que a polícia da Nova Zelândia invesiga uma denúncia de estupro contra Ryan Mendes, capitão de 36 anos da seleção de Cabo Verde.

O caso ocorreu no dia 27 de março, período em que a seleção de Cabo Verde enfrentou o Chile, perdendo por 4 a 2  no dia 27 e, também, enfrentou a Nova Zelândia empatando por 1 a 1 no dia 30, em Auckland, capital neozelandesa.

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A acusação é feita por uma brasileira, que vive na Nova Zelândia com visto de residência e trabalho, ela havia sido contratada pela Federação NeoZelandesa para atuar como intérprete e prestar apoio operacional aos cabo-verdianos durante o período de amistosos do FIFA Series que aconteceu em março. A vítima informou à polícia que tudo ocorreu no hotel em que ela e a delegação de Cabo Verde estavam hospedados, o caso está em investigação desde o dia 10 de abril. 

A equipe do GE teve acesso a parte da documentação da denúncia, incluindo fotos dos hematomas, relatório médico da clínica que deu assistência à vítima, exames e atendimento psicológico após o ocorrido. No relato à polícia, ela contou que após o primeiro jogo contra o Chile, foi convidada para uma reunião em uma das salas reservadas à seleção e foi imaginando que seria necessário atuar como intérprete. Porém, ao chegar na sala, observou que se tratava de uma confraternização e retornou para seu quarto. 

Ainda no relato, ela disse que pouco depois de retornar para o quarto, ouviu batidas na porta do quarto e abriu, imaginando que se tratava de uma solicitação de apoio do trabalho. Foi nesse momento, segundo a denúncia, que o atleta Ryan Mendes, teria entrado no quarto, desferiu golpes contra a vítima e conforme ela tentou se defender, ele a estuprou.

Após o ocorrido, a vítima, ainda no hotel, fotografou as lesões visíveis como hematomas no pescoço e demais regiões do corpo. Ela procurou uma clínica que auxilia sobreviventes de violência sexual, ela oi submetida a exame orense e, o relatório médico identiicou múltiplos hematomas nos lábios, pesçoco, mamas e, áreas com sensibilidade no couro cabeludo e nádegas. Também foi realizado um exame genital, que identificou lesões na área íntima.

Segundo o que apurou a equipe do GE, no dia 10 de maio, a vítima e seu marido enviaram para a Federação de Cabo Verde e para a Fifa notificações extrajudiciais com o relato, provas e um pedido de punição para que o atleta não participasse da Copa. Eles também preencheram o formulário de denúncias da Fifa, Safeguarding, mas não receberam respostas. 

A polícia neozelandesa analisa imagens das câmeras de segurança do hotel e aguarda laudo pericial dos exames de corpo de delito (já realizados) para encerrar o inquérito, ao fim da investigação a polícia irá decidir se tem provas suficientes para apresentar denúncia à justiça. Caso o julgamento aconteça e Mendes seja condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

A Fifa informou que está em contato com as autoridades neozelandesas nos bastidores e que não fará comentários sobre o caso.

Agora, Ryan Mendes se junta à um grupo nada prestigioso: o dos atletas acusados de agressão sexual que estão participando ativamente da Copa do Mundo; como o zagueiro ganês, Thomas Partey, o capitão marroquino, Achraf Hakimi; e o atacante Junya Ito e o volante Kaishu Sano, ambos da seleção japonesa. 

Partey enfrenta cinco acusações no Reino Unido, com julgamento previsto para junho de 2027. 

Hakimi enfrenta uma acusação na França e ainda não tem data para o julgamento.

Junya Ito foi acusado em 2024, e inocentado da acusação por falta de provas, ele chegou a processar por calúnia as duas mulheres que o acusaram de agressão sexual, mas o tribunal não aceitou o pedido de processo dele.

Kaishu Sano foi detido pela polícia de Tóquio, mas o caso foi arquivado em 2024 depois que seus advogados fecharam um acordo financeiro extrajudicial com a vítima.

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