Começo uma nova fase na minha vida. Como se trabalho, faculdade, TCC e vida social já não fossem suficientes, decidi criar uma coluna esportiva para comentar os assuntos que mais repercutem no futebol durante a semana.
A frequência? Ainda estamos definindo.
Mas uma coisa é certa: pelo menos duas vezes por semana estarei aqui falando de futebol com vocês. E já que o assunto não falta… vamos começar pelo Botafogo.
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O caos no Botafogo
Recentemente, o dono da SAF do clube carioca foi afastado. Alguns dias antes, na mesma semana, o Botafogo entrou em uma espécie de recuperação judicial. Poucos dias depois, Barboza – um dos pilares do time campeão da Libertadores e do Brasileirão de 2024 – começou a ser especulado no Palmeiras. Após negociações avançadas, a ida do zagueiro argentino ao Verdão era dada como certa. Porém, a Eagle Holding, empresa responsável pela SAF alvinegra, acusou falta de transparência na operação e travou a negociação.
Mesmo com o acordo encaminhado desde 1º de maio e com a primeira parcela já paga, a empresa questiona se os R$ 18 milhões representam realmente o valor de mercado do defensor. O detalhe mais curioso? A própria Eagle está afastada do comando do clube desde o último dia 12.

Agora, o assunto da vez é Danilo, volante convocado pela Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo.
No último domingo (17), a assessoria do clube informou à imprensa que o atleta não seria relacionado para a partida contra o Corinthians por “motivos pessoais”. A justificativa rapidamente levantou debates entre os torcedores.
O principal motivo da repercussão? Danilo já atingiu os 12 jogos no Campeonato Brasileiro – limite permitido para que um jogador possa defender outro clube da Série A na competição. A situação aumentou ainda mais a indignação da torcida, que passou a questionar os bastidores envolvendo o volante.
Na tarde desta terça-feira (19), o clube anunciou o afastamento do jogador dos treinos e partidas nas próximas semanas. Segundo a diretoria, a decisão foi tomada até que o futuro do atleta seja definido.
E no futebol brasileiro, quando começam os “motivos pessoais”, normalmente existe muito mais acontecendo nos bastidores do que aquilo que aparece oficialmente.

A convocação da Seleção virou evento demais?
A convocação de Carlo Ancelotti parecia anúncio de título. E sinceramente? Não precisava de tudo isso.
“Ah, mas o marketing em cima era enorme.”
Eu sei. Mas dava pra simplesmente convocar os jogadores sem transformar em um espetáculo.
Sobre os nomes, acho que o treinador acertou em levar Neymar e também em apostar em algumas surpresas. Paquetá precisava estar na lista pensando no próximo ciclo. Já Endrick talvez tenha sido a decisão mais acertada do italiano.
No Real Madrid, o atacante teve poucas oportunidades, tanto com Ancelotti quanto com Xabi Alonso. Mas bastou ganhar sequência no Lyon para mostrar por que merece espaço na Seleção.
Agora, a convocação de Weverton me soa exagerada.
Boa fase? Sim. Experiência? Também. Mas, se o critério é momento, nomes como Fábio, Carlos Miguel e Hugo Souza também mereciam discussão.

“E o Memphis, volta quando?”
Já são 58 dias desde que o holandês sofreu uma lesão muscular na coxa durante a partida contra o Flamengo. Agora, quando parecia estar próximo de retornar aos gramados pelo Corinthians, Memphis teve sua volta adiada mais uma vez.
O atacante sentiu dores musculares na panturrilha e segue como desfalque para a partida contra o Peñarol.
A expectativa interna era de que Depay voltasse a atuar ainda nesta semana. Porém, a nova lesão – sofrida durante uma atividade de transição no CT Joaquim Grava – deve afastar novamente o camisa 10 dos gramados.
E assim começa a coluna.









