Governo deve indicar Guilherme Mello para comandar conselho da Petrobras

O governo federal articula a indicação do economista Guilherme Mello para presidir o conselho de administração da Petrobras, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (3). A escolha ocorre após Bruno Moretti renunciar do cargo, e assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento.

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Por Lei das Estatais, ministros de Estado não podem ocupar posições em conselhos de administração ou diretorias de empresas públicas, o que levou à necessidade de uma nova indicação para o colegiado da companhia.

Professor licenciado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e economista ligado à corrente desenvolvimentista, Guilherme Mello integra a equipe econômica desde o início do atual governo. Ele também atuou como assessor econômico de Lula durante a campanha presidencial de 2022 e é considerado um dos formuladores das diretrizes econômicas do governo.

Disputa anterior pelo Banco Central

Antes de surgir como opção para a Petrobras, o nome de Mello chegou a ser defendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para ocupar uma das diretorias do Banco Central do Brasil. A indicação, no entanto, não foi formalizada pelo presidente da República e enfrentou resistência dentro da própria autoridade monetária.

Com a possível ida para o conselho da Petrobras, a hipótese de Mello assumir uma vaga na diretoria do Banco Central perde força.

Papel estratégico da Petrobras

A presidência do conselho de administração da Petrobras é considerada um dos cargos mais relevantes na governança da estatal, responsável por decisões estratégicas e pela supervisão da gestão da empresa. Controlada majoritariamente pelo governo federal, a companhia tem papel central na política energética e nos investimentos do país.

Nos bastidores do governo, a indicação de um aliado da equipe econômica para o comando do colegiado é vista como uma forma de manter influência direta sobre as decisões estratégicas da empresa, em um momento em que a Petrobras permanece no centro do debate sobre investimentos, política energética e distribuição de dividendos.

Autor

  • Giovanna Cazuza

    Apaixonada por economia, futebol e música. Capricorniana raiz e meio sagitariana.

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