O Ministério Público de São Paulo deu um prazo de 15 dias para a Ticketmaster explicar a cobrança de taxas sobre ingressos dos shows do BTS no Brasil. A medida foi tomada após questionamentos sobre possíveis valores abusivos nas vendas.
A decisão foi tomada após representação do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) e a apuração gira em torno da chamada “taxa de serviço”, que pode chegar a cerca de 20% do valor do ingresso. O MP-SP quer entender quais custos justificam essa cobrança e por que ela é aplicada como um percentual fixo, independentemente do tipo ou preço da entrada.
Entre os pontos levantados pela Promotoria estão:
• quais serviços são efetivamente prestados na venda online;
• a justificativa para a taxa percentual;
• a quantidade de ingressos vendidos pela internet e em bilheteria;
• e a variação desses valores entre diferentes eventos.
Em resposta, a Ticketmaster afirmou que a taxa é legal e corresponde aos custos operacionais da venda digital, como sistemas de pagamento, tecnologia antifraude, controle de acesso e gestão de alta demanda. Segundo a empresa, o modelo percentual é adotado porque parte desses custos varia conforme o valor ou o volume das transações. 
A companhia também destacou que a prática segue padrões do mercado e que vendas em bilheteria física, quando disponíveis, podem não incluir essa cobrança.
O caso acontece em meio à alta expectativa pelos shows do BTS em São Paulo, previstos para outubro, que já têm grande procura e ingressos esgotados. Os valores da entrada variam entre R$ 680,00 a R$ 4.303,00.









