México reage contra a transferência do acervo de Frida Kahlo para a Espanha 

Um acervo histórico da arte mexicana vem atraindo um público enorme no Museu de Arte Moderna do México e gerando uma polêmica no país. O acervo possui cerca de 70 peças da conceituada Coleção Gelman, incluindo uma série de pinturas de Frida Kahlo, e não estava em exibição há mais de 20 anos.

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O conjunto, que vem atraindo público recorde em sua exibição, deve ser enviado para a Espanha em junho, como parte de um acordo entre a família Zambrano, proprietária mexicana, o Banco Santander da Espanha, que administrará a exposição no exterior.

O acordo de transferência vem gerando grande indignação da elite cultural local, que afirma que a decisão privará os mexicanos de um tesouro artístico, e viola as regras de patrimônio cultural que proíbem que obras importantes deixem o país por longos períodos.

O site De Museos publicou, em março, uma carta assinada por cerca de 380 acadêmicos, artistas e outros nomes da área, exigindo que o governo Sheinbaum explique por que essas obras estão sendo autorizadas a sair do país. Em mensagem publicada, o grupo pediu aos museus da Noruega, Suíça e Alemanha com exposições de Kahlo já programadas que “se solidarizem” na defesa dos direitos dos mexicanos.

“Uma geração inteira foi privada da presença pública permanente que os proprietários originais imaginaram para essa coleção”, escreveu o grupo na segunda missiva, publicada na plataforma de arte e-flux.

De acordo com o combinado entre o Santander e os Zambrano, as obras serão exibidas no Faro Santander, museu no norte da Espanha com inauguração prevista para junho, ao lado da coleção de aproximadamente mil itens da fundação do banco.

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