O cinema brasileiro conquistou mais um importante espaço no cenário internacional. “London”, longa escrito e dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, foi selecionado para a Semana da Crítica da 83ª edição do Festival de Veneza, uma das mostras mais prestigiadas dedicadas a novos talentos do cinema mundial.
A première mundial está marcada para 6 de setembro, na Itália, com a presença da equipe do filme. Produzido pelas empresas Proa & Popa Produções e Balde de Tinta, o longa será distribuído nos cinemas brasileiros pela Retrato Filmes.
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Ambientado em Porto Alegre, o filme acompanha London, personagem interpretado por Victor Di Marco. Jovem queer com deficiência, ele trabalha realizando performances eróticas em uma casa de fetiches e recebe a oportunidade de descobrir a origem e o futuro de sua deficiência por meio de um exame médico. Diante do resultado, passa a enfrentar um dilema entre aceitar um diagnóstico como definição de sua vida ou seguir seus próprios desejos e sonhos.
A produção propõe uma reflexão sobre deficiência, identidade e sexualidade, apresentando personagens que desafiam padrões e questionam discursos historicamente impostos a corpos considerados fora da norma. Em vez de reforçar estigmas, o longa busca destacar autonomia, desejo e diferentes formas de existir.

O elenco reúne Victor Di Marco, Carla Cassapo, Jéssica Teixeira, Pedro Bertoldi, Priscilla Colombi, Emilio Farias e Manu Thedy. A direção de arte é assinada por Valeria Verba, a fotografia é de Bruno Polidoro e a trilha sonora ficou a cargo de Vito O. Azevedo.
Os diretores também destacaram os desafios enfrentados durante a produção. Segundo eles, as filmagens foram impactadas pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, provocando a perda de equipamentos e recursos importantes pouco antes do início das gravações.
Para Victor Di Marco e Márcio Picoli, a seleção para o Festival de Veneza representa a confirmação de que histórias protagonizadas por pessoas historicamente marginalizadas também têm espaço nos maiores festivais do mundo. Eles ressaltam que esperam ampliar a forma como a deficiência é percebida pelo público, valorizando novas perspectivas e experiências.
A diretora da Semana da Crítica, Beatrice Fiorentino, elogiou o longa ao afirmar que há muito tempo não via um filme de estreia realizado com tanta segurança e maturidade emocional. Para ela, “London” celebra a vida, o desejo, a delicadeza e o amor, convidando o público a enxergar a coragem presente no simples ato de viver o presente.









