O cantor, compositor e ator Jards Macalé morreu nesta segunda-feira (17), aos 82 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por suas redes sociais, que publicaram uma nota emocionada em homenagem ao artista. Macalé estava internado em um hospital na Barra da Tijuca para tratar um enfisema pulmonar e, após passar por uma cirurgia, sofreu uma parada cardíaca. Ele chegou a acordar do procedimento cantando “Meu Nome é Gal”, segundo a família, gesto que simboliza o humor e a irreverência que marcaram toda a sua trajetória.
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Nascido no bairro da Tijuca, Macalé construiu uma carreira singular, atravessando diferentes movimentos culturais e se consolidando como uma das figuras mais inventivas da música brasileira. Compositor de sucessos como Vapor Barato, Movimento dos Barcos e Anjo Exterminado, teve suas canções gravadas por artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso e O Rappa.
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Seu trabalho dialogou com a Tropicália e também com a vanguarda artística dos anos 1970, sempre ampliando os limites estéticos da canção.
Além da música, o artista deixou marcas importantes no cinema, assinando trilhas para filmes como Macunaíma e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. Também atuou em produções e participou de projetos audiovisuais que reforçaram sua postura experimental. Nos últimos anos, retomou o estúdio com força, lançando álbuns aclamados como Besta Fera (2019), indicado ao Grammy Latino, e Coração Bifurcado (2023).








