Depois dos 50, muitas pessoas começam a ouvir mais sobre vitaminas, minerais, proteínas em pó e cápsulas que prometem energia, força, memória e até “rejuvenescer” o corpo. Nas conversas entre amigos, nas redes sociais e até em programas de TV, os suplementos aparecem como soluções rápidas. Mas será que eles são realmente necessários? E, mais importante: quando eles fazem diferença de verdade?
A boa notícia é que o corpo continua capaz de absorver nutrientes e responder muito bem aos cuidados, mesmo após os 50. Porém, entender o que é mito e o que é ciência ajuda a evitar gastos desnecessários e escolhas que não fazem diferença — ou até atrapalham.
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1. Suplemento não substitui alimentação
Esse é o ponto de partida. Nenhum comprimido entrega, sozinho, o que frutas, legumes, proteínas, fibras e boas gorduras fornecem em conjunto. Alimentos têm vitaminas, minerais, antioxidantes e compostos que trabalham “em equipe”. Por isso, suplementos são apenas complementos — não pilares.
Um exemplo comum: muitas pessoas tomam multivitamínico achando que podem relaxar na alimentação. Mas o efeito é o contrário. Quem come mal e suplementa, continua com baixa energia, fraqueza e pouco progresso físico.
2. Quando eles realmente ajudam
Depois dos 50, há três situações em que os suplementos podem fazer diferença real:
• Dificuldade de absorção:
Com o envelhecimento, o corpo absorve com menos eficiência algumas vitaminas — como a B12, comum em quem usa antiácidos ou tem gastrite atrófica.
• Baixa ingestão alimentar:
Quem come pouco ou tem horários irregulares pode deixar passar nutrientes importantes. Às vezes, um reforço é útil.
• Aumento das necessidades:
Algumas fases exigem mais proteína (especialmente para preservar massa muscular), vitamina D (para ossos e imunidade) ou cálcio (para prevenir perda óssea).
Mas tudo isso precisa ser confirmado com exame e avaliação profissional.
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3. Os suplementos mais pesquisados — e para que servem
• Vitamina D:
Quase sempre baixa depois dos 50 porque passamos menos tempo ao sol. Auxilia na força muscular, na saúde dos ossos e na imunidade.
• Ômega-3:
Ajuda na saúde do coração e reduz inflamações. Pode ser útil para quem não consome peixes gordurosos com regularidade.
• Proteína em pó (whey, isolado, vegetal):
Um dos mais úteis para quem quer manter ou recuperar massa muscular. Funciona como alimento: facilita bater a quantidade diária de proteína, principalmente se a pessoa não sente muita fome.
• Cálcio:
Importante para ossos, mas exagerar pode causar problemas cardiovasculares. Por isso, deve ser usado só quando a alimentação não supre e o médico indica.
• Creatina:
Um dos suplementos mais estudados no mundo. Melhora força muscular, ajuda na manutenção da massa magra, favorece equilíbrio e pode até beneficiar funções cognitivas. Para quem tem mais de 50, é uma opção segura — desde que os rins estejam saudáveis.
4. O que NÃO faz diferença
• Produtos “detox”
• Vitaminas em megadoses
• Suplementos para “queimar gordura”
• Promessas de “elixir de juventude”
Esses produtos têm apelo comercial, mas pouca comprovação. O corpo humano já tem sistema de limpeza próprio — fígado e rins fazem isso com maestria.
Conclusão
Aos 50, o corpo não exige “milagre”, e sim estratégia. Suplementos não são vilões nem heróis. Eles são ferramentas — úteis em alguns casos, desnecessárias em outros. O que realmente transforma a saúde é o conjunto de hábitos: alimentação equilibrada, movimento diário, sono de qualidade e acompanhamento médico.
Antes de gastar dinheiro com cápsulas da moda, vale a pena perguntar:
“Estou fazendo o básico bem feito?”
Se a resposta for sim, aí sim um suplemento pode entrar como reforço.









