Aprendizados nunca morrem, mas precisam ser cultivados.
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Que eu sou uma pessoa da educação, professora, mentora e consultora, todo mundo já sabe. Ao menos, você, que já me lê toda semana e compartilha comigo esses momentos que aquecem o coração ou sacodem a poeira, quando essa está fazendo morada nos cantos escuros da mente.
Essa foi uma semana desafiadora, tive que tomar atitudes que me fizeram lembrar de coisas pelas quais eu luto há muito tempo, entre elas a gratidão e o controle do impulso para não perder o controle.
Claro que as duas coisas estão em lados opostos da vida, mas habitam em nós, como tudo o que vivemos. Aqui dentro, vive uma pessoa boa, cheia de espaço para ver a beleza da vida, vide aí que eu aprecio arte, mas também, como todo ser humano, vive um lado muito selvagem, que eu gosto de tê-lo sobre controle, porque quando ele explode eu posso perder a mão e acabar fazendo coisas que não devo.
Lógico, que com a idade, muitas experiências e diversas cabeçadas em muros bem difíceis, aprendi que nem tudo é na força, muito menos no ódio, mas isso é um aprendizado e deve ser cultivado com muita estima, porque senão esse lado sombrio vence.
Voltando ao motivo pelo qual nos encontramos todos os domingos, aprender a se comunicar melhor e ser feliz sempre, ainda reverbera em mim a gratidão que eu sinto ao ver as coisas acontecendo da melhor forma possível com as pessoas…
Sim, eu me alegro por sua vitória e vibro como se tivesse sido minha. Por que eu sou boa demais? Lógico que não, mas é porque eu escolho ser assim e viver assim todos os dias.
Se você ainda não sabe (você pode ler na coluna de 5 de abril), meu pai pode voltar à terra natal dele depois de 70 anos. Esse era um sonho meu, poder levar meu pai lá, mas aconteceu pelas mãos da minha irmã do meio, e eu me senti tão feliz e realizada, como se tivesse sido eu mesma a feitora. Por minha irmã, pela alegria do meu pai, por toda nossa família. Que resgate lindo!
E pensando no lugar que só pessoas boas encontram sossego, eu amo ver gente feliz por suas realizações, ajudo sem que me peçam para eu ajudar, vibro sem pedir nada em troca e desejo sempre o melhor para todos. Mas esse tipo de sentimento tem um peso e eu sofro com ele, porque nem todo mundo está na mesma vibração que eu, mas como disse uma amiga, cada pessoa tem uma percepção das coisas.
E assim, no alto das minhas cinco décadas de vida, continuo aprendendo que a gente pensar no que é de fato importante na vida é um exercício de nos distanciarmos do ego, tomar distância daquilo que não serve para nada e vivermos num eterno aprendizado de entregar e deixar o universo fazer a sua parte. Sentir o prazer de aplaudir as pessoas e de sermos gratos pela vida, como ela mesma se apresenta, com suas dores e seus sabores, já é um ato de rebelião, resistência e vitória.
É fácil ter gratidão por tudo, como mostra os ensinamentos cristãos? Novamente, eu te digo que não. É muito mais fácil se ressentir, se sentir indignado, passar por cima de todo o bem e só focar no mal, achar que você é o último filho de Kripton e viver como um deus intocável, mas lembre-se que mesmo o homem de aço tem uma fraqueza, a kriptonita, imagine nós, meros mortais.
Então, antes de decidir que um é bom e o outro é ruim, pense em quem está fazendo a vez no seu pensamento: a pessoa que você quer ser ou o ego inflamado cheio de rancores pela vida que você pode se tornar? Sei lá… Eu sempre vou achar que você quer ver o melhor.
Em tudo, lembre-se que FELICIDADE é uma construção e precisa de um tijolinho todos os dias para ela acontecer.
Beijo da Linda para você, até a próxima.








