Terapia celular CAR-T marca avanço histórico da oncologia no Brasil

O Brasil acaba de registrar um marco na história da oncologia. Pela primeira vez, uma terapia celular CAR-T, tecnologia de altíssima complexidade, foi desenvolvida, produzida e aplicada integralmente em território nacional.

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O tratamento até então restrita a países ricos e à indústria farmacêutica, apresenta resultados consistentes: 81% de resposta e 72% de remissão completa em pacientes com linfomas, leucemias e outras neoplasias de células B resistentes a todas as terapias anteriores.

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O estudo foi realizado pelo Einstein Hospital Israelita, com financiamento pelo Ministério da Saúde via PROADI-SUS e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como o primeiro ensaio clínico fase I de CAR-T produzido dentro de um hospital brasileiro. O projeto recebeu o nome de CARTHIAE.

É também o primeiro caso de manufatura point-of-care da América Latina, modelo em que a terapia é produzida diretamente no local onde será administrada.

“É um marco histórico para a hematologia brasileira”, afirma o hematologista Nelson Hamerschlak, coordenador do estudo. “Mostra que um país de renda média pode produzir CAR-T com segurança, eficácia e custo potencialmente reduzido.”

No Brasil, as primeiras pesquisas com CAR-T começaram em 2019, com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), em parceria com o Instituto Butantan e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Desde então, outras iniciativas nacionais avançaram na área, como o projeto Carthedral (da própria FMRP), o estudo Mandacarú (da Universidade Federal do Ceará), o programa de CAR-T para mieloma múltiplo do Instituto Butantan e o projeto de vetor triplo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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