Retorno escolar exige atenção redobrada para gripe, VSR e outros vírus

Com a retomada das aulas presenciais a partir de fevereiro, o retorno de mais de 47 milhões de estudantes da Educação Básica às salas de aula no Brasil acende um alerta para o aumento da circulação de vírus respiratórios no ambiente escolar. Dados recentes da Fiocruz indicam que o reinício do ano letivo costuma coincidir com picos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes, especialmente causados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e pelo rinovírus.

Informações do Ministério da Saúde mostram que, nos primeiros meses de 2025, foram registrados mais de 40 mil casos de SRAG no país, cenário associado principalmente à aglomeração em ambientes fechados e à baixa cobertura vacinal. Especialistas apontam que o retorno às aulas tende a intensificar esse quadro, especialmente em períodos de maior circulação viral.

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A prevenção de surtos em escolas depende de uma combinação de medidas. A vacinação contra Influenza e COVID-19 segue como uma das principais estratégias para reduzir casos graves e internações pediátricas. De acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, ações simples também desempenham papel decisivo, como a higienização frequente das mãos, a ventilação adequada dos ambientes e o afastamento temporário de crianças com sintomas infecciosos.

Para o médico infectologista Klinger Faíco, professor da Unifesp e CEO do InfectoCast, o retorno escolar deve ser encarado com planejamento, e não com receio. Segundo ele, o sucesso da volta às aulas depende de uma atuação conjunta entre escolas e famílias.

“Quando pais e educadores trabalham em sintonia, reduzimos significativamente o risco de surtos. A escola precisa garantir ventilação e rotinas de limpeza, enquanto as famílias devem assumir a responsabilidade de não enviar a criança ao ambiente escolar se houver sintomas como febre ou gripe”, afirma.

O especialista também destaca a importância da comunicação ativa entre instituições de ensino e responsáveis. A criação de canais diretos para notificação de casos suspeitos permite respostas rápidas e ajuda a interromper cadeias de transmissão. A desinfecção regular de superfícies muito tocadas, como maçanetas, corrimãos e brinquedos, além da orientação para não compartilhar objetos pessoais, são medidas que contribuem para um ambiente escolar mais seguro.

A combinação entre vacinação, hábitos de higiene, ventilação dos espaços e responsabilidade compartilhada é essencial para reduzir o impacto das infecções respiratórias no período de retorno às aulas e garantir maior segurança para alunos, famílias e profissionais da educação.

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