Ministério da Saúde barra incorporação da vacina contra herpes-zóster no SUS

Em decisão publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12), o Ministério da Saude (MS) optou por não incorporar a vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saude (SUS), mantendo a situação atual: o imunizante continua disponível apenas na rede privada.

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A nova vacina representa um avanço no nível de eficácia e na proteção em relação à anterior, que utilizava o vírus vivo atenuado. A pasta vinha considerando incorporá-la ao SUS para aplicação em idosos com 80 anos ou mais e em pacientes imunocomprometidos acima de 18 anos.

Por que essa decisão foi tomada?

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) entendeu que, embora a vacina seja segura, eficaz e relevante para prevenir casos de herpes-zóster, seu custo aos cofres públicos seria elevado demais frente aos benefícios esperados.

A inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI) não leva em conta apenas a eficácia de uma vacina, mas também aspectos de custo-efetividade.

O Ministério da Saúde estimou em cerca de R$ 5,2 bilhões o custo da vacina em um período de cinco anos. A pasta entende que a incorporação ao SUS ainda pode ocorrer se o laboratório responsável apresentar uma proposta de preço compatível com as capacidades orçamentárias atuais.

Onde encontrar essa vacina?

A vacina recombinante contra a herpes-zóster pode ser encontrada em clínicas particulares e farmácias do país a preços que oscilam entre R$ 700 e R$ 950 por dose, dependendo da região e do estabelecimento.

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São necessárias duas doses para conferir a proteção completa contra a doença. Estudos demonstraram uma eficácia de proteção superior a 90%, muito acima do registrada na geração antiga de imunizantes contra a herpes-zóster, que não ultrapassava os 60%.

O que é a herpes-zóster?

A herpes-zóster é uma doença causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a doença original ser superada, o vírus permanece dormente no organismo, muitas vezes passando vários anos sem provocar qualquer sintoma.

Em um momento que o sistema imune fica debilitado, porém, o vírus pode voltar a se replicar e causar problemas, levando a herpes-zóster.

O envelhecimento natural, o estresse ou outras doenças que abalam a imunidade são causas comuns para a “reativação” do vírus – durante a pandemia, por exemplo, muitas pessoas relatam ter sofrido de herpes-zóster pouco após contrair Covid-19 pela primeira vez.

A gravidade com que a herpes-zóster se manifesta pode variar de pessoa para pessoa. Sintomas característicos incluem lesões cutâneas (por exemplo, em um lado das costas) e dores latejantes que, sem o devido tratamento, podem se tornar crônicas.

A herpes-zóster descontrolada também pode levar a complicações na visão e no coração.

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